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O ALFABETO DO VELHO OESTE - LETRA C

Caballero – Termo de origem Espanhola, indicando um nobre (Etimologia da palavra: Caballo=Cavalo), semelhante a um cavaleiro medieval. 

Cabeleira – O índio tinha muito cuidado com a sua própria cabeleira. Acreditava que ela tivesse numerosas relações com os mistérios da vida e temia de vê-la em mãos do inimigo, porque a perda do escalpo representava para o guerreiro, a certeza de não poder ganhar o Paraíso das Caças Eternas. Homens e mulheres possuíam sua cabeleira negra ou com reflexos castanhos ou azuis. Espalmavam gordura de urso, adicionando fuligem, para torná-las ainda mais negras. Os índios de muitas tribos do Oeste cortavam o cabelo a zero, dos lados da cabeça, deixando o centro uma espécie de crina com cabelos longos na frente, que terminava na nuca em tranças ornamentadas com conchas, pedras ou argolas de metais. Os Nez Percés e muitos de seus vizinhos usavam seus cabelos longos e soltos, enquanto que os índios Pueblos raspavam na fronte para poder usar, durante as cerimônias, perucas feitas com lã ou crina de cavalo. As mulheres índias possuíam penteados típicos, muito diferente do homem. Geralmente andavam satisfeitas com cabelos longos e negros que enrolavam na nuca de modo em formar uma espécie de rabo de castor. Antes de casar, as índias Hopis penteavam seus cabelos em dois círculos grandes ao lado do rosto, na altura das orelhas. Após o matrimônio elas modificavam esse penteado transformando-o numa única trança. 
 
Cabestro – Palavra mexicana, usada não só no México, mas também Texas, Novo México e Arizona, para indicar certo tipo de touro guia ensinado a levar um novilho (macho ou fêmea), desde o pasto livre até o pasto cercado; para contagem ou para a marcação. Esses touros tinham nos chifres buracos, para passar uma corda e neles é que vinha amarrado o animal a ser guiado.  
Cabra de Angola – Os cowboys que trabalhavam em zonas chuvosas preferiam os “Chaps” feitos com lã de cabras de Angola e não aqueles de couro espesso, pois eles endureciam-se e rachava; enquanto que o pêlo de cabra deixava a água escorrer, sem que o cowboy devesse passar óleo nele.
 
Caçador de Peles – (Trapper). As grandes jangadas que subiam lentamente o curso do Missouri River eram sempre expostas ao perigo constante de ataques indígenas. Em 1824, para vingar a destruição de sua tribo por parte dos soldados USA aos índios Arickara, atacaram uma embarcação de caçadores de peles. Só teve um sobrevivente, o caçador Hugh Glass, que no momento do ataque tinha descido a terra para matar um cervo. Os acessórios de um caçador de castor eram: um bom rifle com algumas libras de pólvora e chumbo, um calibrador para fazer a própria munição, uma faca, um alforje, o característico gorro de pele e, sobretudo uma grande dose de coragem para invadir em territórios de caça, repleto de índios nativos. Nos primeiros dias do outono, quando era eminente o letargo invernal, os castores apresentavam uma pele mais macia e espessa. Os caçadores abandonavam seus grupos, dirigindo-se para o território de caça, a cavalo, canoas e grandes jangadas. Essa gente rude, mais similar ao aspecto dos índios que aos brancos, obedecia a uma só lei: aquela duríssima da natureza. Os caçadores de peles foram a vanguarda pela conquista do Oeste, sendo os primeiros a avançar pelas florestas e pradarias ainda inexploradas, de seus habitantes nativos. Perseguiam sonhos de riqueza, mas, sobretudo seguiam o irresistível “Chamado da Fronteira”. Quando o preço das peles de castores abaixou, os livres caçadores abandonaram sua atividade para tornarem-se guias de caravanas. Mas a figura do caçador de castor permaneceu para sempre na lenda e na história do Velho Oeste. O comércio de peles durou soberano de 1804 até 1838, obviamente exterminando milhares de animais. 

Caçador de Recompensas – Homem que para capturar ou matar um criminoso procurado, por mandatos de prisão; perseguia-os e matava-os. Essa digamos “função” surgiu durante os acampamentos dos garimpeiros de ouro da Califórnia, na figura do caçador de bandidos, Harry Love, o qual perseguiu, localizou e destruiu o lendário bando de Joaquin Murietta. O último caçador de recompensas do Velho Oeste foi Tom Horn, o qual com a sua peculiar calma procurava na longa lista de pessoas procuradas, o homem “mais caro”, perseguia-o, matava-o e entregava o cadáver para receber sua recompensa e se o dinheiro não fosse o bastante, escolhia rapidamente outro, para suprir essa lacuna. Descobrindo os rastros do infeliz, ele o perseguia como sombra, estudava suas atitudes e esperava calmamente que a recompensa aumentasse, por causa de seus novos reatos. Quando achava que valia a pena, suas despesas entrava em ação. Entre os dois extremos representados por Love (1853) e Horn (1903), existia um grande número de homens que faziam da matança de procurados ou a sua prisão, sua verdadeira profissão. Em sudoeste o caçador de recompensas era objeto de um profundo desprezo por parte de todos; nos Estados e territórios do norte e do nordeste, tratava-se simplesmente de uma profissão como as demais. Ex-caçadores de recompensas podiam até tornar-se senador e gozar de alto prestígio. Turk V. Barrow (Texas) escrevia em 1884: “Um homem que caça o outro e o mata sem um motivo pessoal, faz uma coisa horrível. Mas um homem que o faz por dinheiro, é o indivíduo pior sob o sol”. Jenkins T. Baldwin (Illinois) em 1891 escrevia: “O que querem? É uma profissão na qual um homem arrisca sua própria vida. E cada um deve saber quanto quer por aquele risco. Além do mais se trata aqui do esporte da caça e muito útil para toda a sociedade. Se é preso o homem certo, recebe o seu dinheiro, se prende o homem errado é enforcado. Portanto tudo isso, é um simples jogo”.   
 
Cachimbo da Paz – (Calumet). Para os índios o “calumet” era o símbolo da Paz. Quando John C. Fremont visitou o território do Oeste, tinha como emblema uma bandeira com duas flechas cruzadas. Quando entendeu que a flecha era o símbolo da Guerra e que, por causa dela, tinha por muitas vezes recebido com desconfiança e até hostilidade, apressou em modificar o seu estandarte; o novo emblema representava um cachimbo e uma flecha que atingia uma águia, perto de suas garras. 
 
Cachorro – Foi o único animal, além do cavalo, que os índios domesticaram. Ele representava um companheiro fiel, um animal de carga e fornecia alimento. Antes da vinda dos cavalos, o cachorro era usado para os trabalhos de transporte mais pesados; conseguia puxar mais de 30 quilos de bagagem com o “travois”, composto por duas varas, que se arrasavam pelo chão. Os cães eram devorados durante as cerimônias ou em tempo de carestia e seus ossos eram queimados e não dados a outros animais por medo que o Espírito do animal morto, excitasse os animais para matar, por vingança, o seu antigo patrão. Os Blackfeet, Crows, Flatheads, Nez Percés, Shoshones, Bannocks não comiam seus próprios cachorros, mas os Sioux, Kiowas, Araphoes, Apaches e Cheyennes davam festas nas quais eram servidos os cães. A palavra “Cheyenne” é derivada do final da palavra Francesa “Chien” (Cão). Esse nome foi a eles atribuído por alguns exploradores Franceses. Os Creeks, Irocheses e os Otawas, sacrificavam cachorros, sobretudo os de cor branca, oferecendo-os as suas Divindades. Os Pawnies e os Arikaras celebravam o cão com uma dança, a “Dog Dance”. O pior insulto para um índio era o de ser chamado como cachorro: “You dog”. 
 
Cachorro Salgado – (Salt Dog). 1 – Expressão dos cowboys para indicar que o toucinho defumado estava muito salgado. 2 – Um homem muito hábil em roubar gado, assaltar diligências ou enganar pessoas e outras “proezas” não recomendáveis.
 
Caddo – Tribo indígena, um tempo muito forte de agricultores, originária das férteis zonas da Louisiana e do Mississipi, caçada em 1835 para o nordeste do Texas e de lá em 1872 migrou para a Caddo Reservation Oklahoma. O povo Caddo era composto por muitas tribos: Adais, Anadarko, Cahinnios, Eyeish, Hainai, Kadohadachos, Nabedache, Nicagdoches, Nacono, Namidish, Nanatsoho, Nasoni, Natchitoches, Neches e Yatasi. A tribo Caddo, emigrante na idade PRÉ-COLOMBIANA para o norte são os Wichitas em Kansas, os Kitsai e os Pawnees em Nebraska e os Arikaras em note de Dakota. Para a maioria dos Texanos, o significado histórico e etnológico dos Caddos estava no fato que o nome do seu Estado Confederado fosse uma abreviação de uma palavra dos Caddos: os membros das subtribos chamavam-se reciprocamente “Tayshas”, que significava aliados, amigos. Os conquistadores Espanhóis e os colonizadores chamavam a inteira zona setentrional do Rio Grande do Norte a princípio como a “Terra dos Tayshas”, sucessivamente como as “Terras Tayshas”, depois “Tayshas” e finalmente “Texas”. Em 1930 viviam em Oklahoma ainda 630 índios Caddo. 
 
Caddo – Família Lingüística – Confederação de tribos que viviam as margens do Red River e seus afluentes, correspondente hoje aos atuais; Texas, Lousiana, Colorado e Arkansas.
Caixa para Transporte – (Kyack). Era uma caixa de zinco, na qual era soldado dois ferros angulares, e que mediante duas argolas de ferro, são fixados aos dois lados da sela. Servia para transportar grandes blocos de sal, que serviam também para o gado, pois as pastagens eram pobres em sais minerais. Walt J. Horrigan, chefe dos trabalhadores em Double Circle Ranch, em Arizona, em 1891 dizia: “Esses idiotas mandaram um burro com a caixa de sal, para a Meseta, sem dizer nada ao rapaz encarregado, que para o gado o sal vem envolto em papel celofane, que devia retirar antes, dos bovinos ávidos. Bem, apenas os animais sentiram o odor do sal, rodearam o animal e a tal caixa. Encontramos aquele pobre rapaz, seu cavalo e o burro com a caixa e o sal, a 140 mts abaixo no precipício. Em sua avidez pelo sal, os bois empurraram bruscamente, matando a todos”. A caixa de madeira era uma caixa feita em casa, sem tampa, com duas argolas de couro bruto. Eram geralmente forradas com pele crua, podendo assim durar muito, muito tempo.  

Cal. – (Calibre). Abreviação da palavra Inglesa “Caliber”, que se encontra impressa em cada arma Americana. Porque nos Países com o sistema métrico decimal os calibres são expressos em milímetros, as medidas Americanas geralmente são enigmáticas. O calibre de uma arma é o diâmetro de abertura do cano, o calibre de um cartucho é o diâmetro do projétil. O calibre Americano do projétil de um cartucho exprime-se em centésimos de polegadas. Para o calibre dos chumbinhos, as coisas se complicam. Em sua origem nos séculos XVIII e XIX, usava-se em todo o mundo calcular o calibre do número de balas que resultavam da fusão de uma libra Inglesa de chumbo, adaptado para um fuzil de caça. Se uma libra de chumbo obtém-se 12 chumbos, então o calibre era 12. Essa antiga denominação de calibres ficou conservada até hoje, e os calibres mais importantes são: 12, 16,20 e 41, onde as cifras menores indicam os canos com diâmetros maiores. Para complicar ainda mais, nos Países onde é adotado o sistema métrico decimal e se misturam as cápsulas dos cartuchos em milímetros, os tamanhos dos cartuchos, são diferentes.        
 
Calaboose – Indicação entre gozação e raiva, que o cowboy dava a prisão. A palavra, nos Estados meridionais, deriva do léxico Espanhol do Vaquero Mexicano (Calabozo=Cadeia). Com a transferência das boiadas para o norte, essa palavra chegou até as zonas de criações bovinas em Canadá.

Calamity Jane – Martha Jane Canarray, mais conhecida por “Calamity Jane”, nasceu em 1848 em Missouri, é a mais famosa entre as mulheres do Oeste. “Scout” do general Crook nas guerras contra os índios, era habilíssima com revólver e rifle e também na condução de cavalos; geralmente vestia-se como homem, mascava tabaco e era imbatível em dizer palavrões. Nos últimos dias de sua vida Calamity Jane estava quase sempre embriagada. Sempre afirmou de ser a maior amiga de “Wild Bill” Hickok; aliás, sempre visitava a sua sepultura. Por algum tempo ela também, como tantos outros heróis do Oeste, fez “reviver” no Circo de Buffalo Bill, suas autênticas aventuras; escalpelando índios, ou disparando em chapéus atirados ao ar, entre o aplauso vibrante do público. Mas a vida de cidadã não era absolutamente para ela, retornou a Deadwood conde morrerá em 1903. Secundo o seu desejo, foi sepultada ao lado da tumba de Hickok.
 
Calico – Tecido de algodão a manchas, derivado do nome da cidade indígena Calicut. Foi usado por dezenas de anos pelas mulheres dos pioneiros para confeccionar trajes, e do nome desse tecido, os cowboys chamavam os cavalos com a pelagem manchada: “Calico Pony ou “Calico Horse”.
 
Califórnia – Típica maneira de vestuário do cowboy Californiano, de 1853, usado no inteiro sudoeste dos USA: principalmente confeccionado com tecido Serge Mexicano, azul celeste de algodão grosseiro (Drillich). Nessa época em California, começa o uso da assim chamada “Sela Pespontada”, que possuía o assento californiano, feito em pele pespontada e forrada que era particularmente agradável ao cavaleiro inexperiente.  “California Sorrel” é outra palavra indicada para um cavalo de cor mel, ou “Palomino”.  

 
Caminhos dos Fora-da-Lei – Entendia-se com essa denominação uma série de localidades separadas e dificilmente atingíveis, nas quais se refugiavam e escondiam-se por muito tempo os criminosos, sem serem importunados pelos homens da Lei. Eram distantes em sua maioria 40 milhas de uma trilha mais próxima. A mais setentrional desses locais era Landusky, chamada assim por seu descobridor. Ficava na vizinhança do Fort Belknap, numa localização longo o Missouri River, num território totalmente ermo. “Hole in the Wall”, ficava perto de Kaycee (Wyoming), nos Montes Red Rock e possuía somente uma possibilidade de acesso. “Bowns Hole” localizada num lugar onde confluíam os três Estados: Colorado, Wyoming e Utah. Era um antigo local de reunião dos “Trappers”, mais tarde foi um centro comercial de Ashley, distante de qualquer autoridade. O famigerado Harry Tracy sempre o preferiu como refúgio. “Robbers Roost” em Wayne County, Utah, na confluência do Green River com o Colorado, possuía somente um acesso. O esconderijo mais meridional era “Alma”, em New Mexico, na fronteira com o Arizona, abaixo de Mongollon-Rim.  

 
Campbell – (Henry Harrison) – Chamado “Paint” Campbell por causa de uma mancha vermelha que tinha em sua face, desde seu nascimento. Começou sua carreira como simples cowboy. Em 1876 comprou com suas economias uma pequena boiada e a levou para a Califórnia. Com o dinheiro ganho, fundou o Ranch “Matador” aos pés do Cap Rock, lá onde os caçadores de bisontes exterminaram a raça “Texas” com 10.000.000 de cabeças e adotou o Ranch com 8.000 bovinos. Em 1884 Campbell dava trabalho a 20 homens e era proprietário de 1.000.000 de acres de terreno. Em 1885 vendeu o Ranch para um consórcio Escocês por 1.250.000 dólares e permaneceu como superintendente e diretor do Ranch. Em 1891 foi licenciado, e o homem que havia criado o maior Ranch dos USA, viu-se novamente nas vestes de um simples agricultor, sobre um pequeno pedaço de terra “Não maior que um selo”. A cidade de Matador o elegeu Juiz Distrital e o honrou com um funeral digno em 1911. 
 
Cânhamo de Manila – Fibra textil extraída da banana fibrosa (Musa Textilis), cultivada nas Filipinas. Possui um cumprimento de 1 a 2,50 mts e é adaptada para fabricar excelentes cordas. No Ocidente Americano, a qualidade mais fina, a “Tupoz”, era usada como corda, a qualidade média a “Lupis” para os laços e a qualidade mais robusta, nas construções de cabanas e para acabamentos mais pesados.
 
Canibal – Expressão usada para designar um cavalo que derruba seu cavaleiro, com a intenção de esmagá-lo.
 
Canoa Indígena – A leve canoa indígena foi seguramente o presente mais precioso que os índios doaram aos brancos. Ela era quase sempre feita com a casca de bétula, deixando a parte interna decorada com motivos os mais diversos, montada sob uma estrutura de abeto. Era calafetada com estopa de algodão ou lã. Essas embarcações bem leves podiam ser transportadas nas costas, sem esforço algum, quando fosse necessário; eram usadas em cursos d’água ou lagos. Na região de Montreal as canoas pequenas podiam ser manobradas por dois homens, enquanto que em rios, aquelas que mediam até sete meros, podiam transportar quatro a cinco homens. Para viagens longas, os índios usavam canoas que atingiam até quinze metros de comprimento e que podiam conter de oito a dez passageiros, os quais faziam com que ela avançasse utilizando os “Pagaie” (Remos). Os índios Tlingits da Costa do Pacífico serviam-se, para enfrentar as baleias em mar aberto, o “Dug-out”, que eram grandes embarcações escavadas em roncos de cedros gigantes da Calfornia. Para completar essa operação, os Tlingits usavam o fogo. Suas embarcações elegantemente decoradas e ornamentadas de emblemas totêmicos podiam transportar até cinqüenta homens.      
 
Canteen – Cantil de alumínio com a capacidade para ¾ de litro, que era revestida em tecido ou pele e era pendurada pela sua tira na sela. Em dias quentes ela se umedecia, e pelo efeito da evaporação, a água permanecia sempre fresca, para beber.
 
Canter – Designação para galope moderado.
 
Cantle – O “dorso” semicircular da sela do cowboy.
 
Cantos Indígenas – Contrariamente a que se poderia crer, o início não possuía um caráter melancólico. Certas vezes era de natureza séria e meditativa, mas também sorria e até brincava. Não rejeitava o humorismo e era o primeiro a rir de seus próprios defeitos, fazendo-o sempre somente diante de pessoas amigas: pois sendo por muito tempo objeto de brincadeiras malignas, ele tinha toda a razão em desconfiar. Quando, porém estudava profundamente a pessoa que estava próxima, confiava, então oferecia a sua amizade num modo completo, mas a um passo em falso, voltava a desconfiar e perdia sua confiança para sempre. As lendas indígenas, nas quais vivem os animais das planícies e das florestas, são em sua maioria sátiras divertentes da maneira de viver e de pensar do índio. O índio do rosto impenetrável era geralmente um grande humorista, um deles, um dos mais célebres, divertiu por muitos anos milhões de leitores, com suas crônicas publicadas num dos maiores quotidianos dos USA. Tratava-se de Will Roger, um autêntico Cherokee, revelado por uma série de filmes anteriores a Segunda Guerra Mundial. O índio gostava de cantar e dançar e o fazia em muitas ocasiões, porque tudo em sua vida, menos em tempos de caça ou guerra, eram motivo para reuniões, festas, cantos e danças. O canto, na vida das tribos, era de grande importância; para cada cerimônia e para cada etapa da vida de um guerreiro, existia um canto particular. Os cantos não tinham palavras, mas formavam sucessões de sons vocais muitos similares a certas onomatopéias do cowboy, como por exemplo: “Hi-yi-yupi-ya!”. Desse modo os índios compunham verdadeiras e próprias melodias que nunca foram modificadas. Os cantos eram da tribo, ao clã e a cada indivíduo e cada tribo, cada clã possuía um responsável que controlava se os cantos eram devidamente executados. Ao mínimo erro, dava uma penalidade e o mesmo procedimento valia para as danças, durante as cerimônias. Um índio compunha uma canção, após um sonho, no qual tivesse encontrado a inspiração, seguindo as sugestões do seu Espírito Protetor. Essa canção era sua e somente ele tinha o direito em cantar, até o dia no qual ele decidia em cedê-la a alguém. Existiam cantos para todas as ocasiões: para alguma emboscada, para cortejar uma mulher, para torneios esportivos ou para esperar a morte. O som dos tambores cronometrava o tempo para os movimentos das pernas e braços, enquanto que o canto, com outro ritmo, devia seguir o pensamento do autor. Muitas vezes índios e índias cantavam juntos. Entre os Cherokees e a maioria das tribos do sul, eram freqüentes os cantos executados por grupos enormes entre 200 ou 300 pessoas. Os cantores então formavam um grande circulo e todos voltados para o centro. As mulheres compunham canções que cantarolavam enquanto faziam trabalhos caseiros, cuidavam dos filhos, moíam o milho em pilões de pedra, debulhavam o arroz, os grãos ou teciam a lã. Junto aos Pueblos, os índios uniam-se para limpar os grãos e cantavam juntamente com suas mulheres. Os índios compunham cantos, sobretudo para encorajar os caçadores e guerreiros, quando eles deixavam os campos, para irem à caça ou a guerra.     
 
Caprok – Muralha natural do Staked Plains Plateau, que escorria sobre as planícies do Texas ocidental. Ali se estabeleceu a “Matador Land & Cattle Co”, com dois enormes Ranchs, sendo o primeiro consórcio Americano de gado de todos os tempos.
 
Características dos Cavalos – O cowboy diferenciava os cavalos não somente através da raça, mas antes de tudo, segundo a cor eram tantas. Além da raça e da cor, o cowboy distinguia os cavalos também segundo o seu adestramento (para usar o laço, seguir boiadas). Durante o curso do ano, num grande Ranch, o cowboy podia ter a necessidade do animal para vários usos, tinha pelo menos sete deles diferentes, domados e ensinados para cada tipo de situação. O cowboy não tinha sempre por seu cavalo aquele ligação romântica, que comove até as lágrimas, os amigos de animais de todo o mundo. O cavalo era muitas das vezes caprichosos, desconfiados, arrogantes e também malignos e os cowboys muitas vezes, amava e odiava o seu animal ao mesmo tempo. Os chamados “Cavalos Longos” eram cavalos que podiam cobrir longas distâncias num galope rápido. Os “Cavalos Curtos” ao contrário cobriam distâncias curtas, porém em altíssima velocidade. O ditado “Que um cowboy é bom como o seu cavalo”, significava que o cowboy era bom como os cavalos que possuía.
 
Cara-Pálida – Muitas tribos usavam um termo especial para precisarem a pele dos brancos, a qual era mais clara que as deles. Os Araphoes chamavam os recém-chegados de “Cabelos Amarelos” ou “Pele Branca”. Quando os Miamis falavam dos brancos, os definiam como “Aqueles que possuem o peito peludo” e os Delawares como “Os homens do sal”. Os Navajos usavam o termo “Balagana”, que era o modo deles pronunciarem a palavra Espanhola “Americano”. Os Iroqueses, mesmo aludindo à cor clara da pele, usavam uma expressão que significava: “Aquele que constrói os carroções”, enquanto os Wyandots diziam: “O povo da luz da manhã” e também “Grandes facas”. Para os Kiowas o homem branco era “Aquele que tem a boca peluda”, ou “Orelhas que fedem”. Os Comanches os consideravam “O homem vindo do Oeste” e para seus vizinhos os Sioux, os brancos eram “Os construtores de ferro”, “O povo rico” e ainda “Grandes facas” era a expressão usada pelos índios da costa Atlântica para indicar os primeiros colonos Americanos, enquanto que aos Ingleses que os precederam eram chamados de “Os homens vestidos”.
 
Carbine – (Carabina). Rifles de sela que possuíam um cano menor do análogo modelo padrão e, portanto particularmente adaptado para os cowboys. A carabina foi solicitada pela primeira vez nos USA entre 1730 e 1830 para as fábricas de armas Européias, pelos mercadores que praticavam trocas com os índios das pradarias que e usavam cavalo, porque os índios achavam SUS antigos fuzis muito pesado para transportar e usar durante suas cavalgadas. Logo os caçadores de peles e os colonos que iam para o Oeste, acharam as carabinas mais práticas que os fuzis, e as indústrias Americanas de armas, que eram em franco desenvolvimento concentraram-se nesse tipo de arma. Finalmente a Cavalaria dos USA e milhares de cowboys, solicitavam as carabinas, por esse motivo, na evolução dos modelos inventados, quase todos possuía sua versão de carabina. A Cavalaria dos USA, deixou famosa a Carabina Spencer (12 tiros, a repetição). A equivalente Européia dessa evolução é a chamada “Stutzen”, rifle notavelmente curto (“Gestuzt”), cuja caixa anterior chegava até a boca do cano.      
 
Carlana-Apaches – Subgrupo dos Apaches sul-orientais, na época das primeiras colonizações Espanholas, que mais tarde formariam no Texas, a tribo Lipan juntamente com os Apaches Querechos e Paloma. 
 
Carleitas – Cobertura da sela Mexicana, feita em lã macia de ovelha, copiada em sua forma dos índios Navajos, que protegiam o cavalo suado das escoriações feitas com a sela indígena.
 
Carregamento de Carga – (Inglês: To Pack, Packing).  Maneiras em que a carga era amarrada, embalada e carregada por animais, possuíam vários tipos, feitos com cordas, como: Amarração Squaw, Amarração Diamante, Amarração Leito, Amarração Homem Solteiro, Amarração em W, Amarração em S, Amarração Meio Diamante ou Amarração a Estribo.
 
Carreta – Carroção Mexicano a duas rodas, feitas em madeira, que no início da criação dos bovinos era usado pelos criadores Mexicanos (Rancheros), e também depois, entre 1830 e 1860, pelos criadores Americanos do sudeste, como o precursor do conhecido carroção “Round Up”.  
 
Carrington, B., Henry – Em 1866 os Comissários Governativos de Fort Laramie, encarregaram o general Henry B. Carrington para construir cadeia de Forts que garantisse a passagem dos emigrantes através do território designado, com um tratado bem preciso assinado um ano antes, com os Sioux e Cheyennes. Esse trajeto foi chamado de “Trilha Bozenam” e partia do Fort Laramie em Wyoming até as minas de ouro em Montana. “Nuvem Vermelha” cacique dos Sioux acusou o general de ser “A águia branca que veio roubar as terras dos índios” e anunciou a sua decisão de guerrear. O episódio culminante dessa guerra foi o massacre do Fort Kearney, longo a trilha de Bozenam, em dezembro de 1866. Lá o capitão Fatterman, caindo numa emboscada, foi morto com seus 80 soldados pelos Sioux, aliados com os Cheyennes.
 
Carroção Coberto – 1 – Um carroção coberto que era puxado por 4/6/8 cavalos, bois ou mulas. Mas entende-se também sob essa denominação uma série de carroções variados que eram usados pelos viajantes que iam para o Oeste, como meio de transporte e casa sobre rodas, enquanto atravessavam o Continente. 2 – Equipamento; uma caravana de carroções, compreendendo de 10 a 40 carroções e cada um deles, continha os seguintes itens: 1 varal para troca, 1 roda posterior para troca, correntes, 1 barril com água com a capacidade para 100 litros, 1 caixa com pá, picareta, serra e pregos. 3 – Itinerário dos carroções.

 
Carroção-Igreja – Nos primeiros tempos, quando os criadores de gado e suas esquadras de cowboy eram ainda nômades e construíam míseras habitações que abandonavam após um ou dois anos para prosseguirem com a marcha dos bovinos, mas também durante a Corrida ao Ouro e dos acampamentos dos operários adeptos as construções das Ferrovias, sacerdotes e pastores com 7 religiosas, usavam atravessar o País em carroções com a forma de caixão, no qual carregavam altares móveis e outros objetos e mantinham cá e lá, serviços religiosos. E mais, tais carroções eram pintados em nego e traziam em suas laterais cruzes pintadas em branco, e os tetos também. Esses padres itinerantes batizavam os recém-nascidos, celebravam matrimônios, administravam os sacramentos em doentes e moribundos, benziam as fontes, os estábulos, os armamentos e casas, visitavam os Forts isolados do Exército, eram radicais em suas convicções e geralmente causavam arruaças aqui e acolá. Eram armados até os dentes, esses tais grotescos Servidores de um Deus para os quais, o Oeste Selvagem, lembrava uma única imensa e iluminada catedral.   
 
Carroção Daugherty – Carroça a duas rodas, leve, coberta por um teto, para duas pessoas. Era o meio de transporte preferido pelas pessoas do Ranch, quando iam à igreja e pelos médicos que deviam cobrir longas distâncias.
 
Carroção Hoodlum – Quando o número de cowboys, ou o tempo inclemente, rendiam necessário levar para o Round Up”, mais camas, provisões e utensílios, de quanto podia carregar o carroção “Chuck”, carregava-se todo o material, especialmente nas regiões setentrionais dos USA, num carroção auxiliar. Um carroção Hoodlum era também utilizado temporariamente para fornecimento de água, provisões e madeira.
 
Carroção para Transporte de Mercadorias – O primeiro tipo de carroção que foi empregado para o transporte de mercadorias para o Oeste, foi o carroção “Conestoga”, um veículo que se assemelhava ao meio de transporte Alemão do século XVIII, cujo piso era mais levantado nas partes anterior e posterior e cujas laterais elevavam-se além das extremidades, como um navio, por isso mesmo era também chamado por “Barca a Vela da Pradaria”. O tipo sucessivo, com o qual se percorria a artéria comercial de Santa Fé, foi o espaçoso “Carroção Santa Fé”, ou “Carroção Murphy”. O seu piso era reto e a cobertura, fechada aos lados; o piso do carroção media 6 m de comprimento, 2 de largura e 2,30 de altura. Com rodas que possuíam o diâmetro de 2,30 mts, esse monstro de madeira era puxado por 20 bois, podendo transportar até 5 toneladas de carga. O carroção “Dearborn” era empregado em percursos curtos, dada a sua modesta capacidade de 226,80 quilogramas. O carroção “Chicago” suportava um carregamento de 3 a 5 toneladas e era puxado por 12 bois. O carroção “Sclutter”, com a capacidade de 1 tonelada, era principalmente usado por soldados do Exército e pelos Ranchers, sendo necessário somente 3 mulas para puxá-lo.          

 
Carson, Kit – Em 1836 o famoso Kit Carson e seus 400 homens obrigaram os índios Navajos a transferirem-se para uma Reserva. Os Navajos, refugiados nos meandros do Canyon de Chelly em Arizona, resistiram por muito tempo renderam-se somente quando foram castigados pela fome e doenças, que atacaram suas crianças. Em 1846 após ter caminhado uma noite sobre o leito de um riacho, para escapar aos índios Apaches, Kit cumpriu uma cavalgada de 4.800 quilômetros de Califórnia até Washington, levando a notícia da vitoriosa insurreição dos Californianos contra os Mexicanos. Esse lendário caçador de castores, que tinha casado com uma índia, obteve o grau de general do Exército Americano por suas vitórias contra os Kiowas, Navajos. Ele juntamente com John C. Frémont estavam entre os primeiros e maiores exploradores do Oeste. Kit participou de 1822 a várias expedições que foram até a nascente do Missouri. Sua figura de caçador e guia passará a História e a lenda Americana. Frémont, por sua fama conseguida em 1856, foi candidato a presidente da Nação e por muito pouco não venceu Buchanan. Kit Carson faleceu em Fort Lyon em 1868.  
 
Casa Branca – O edifício, construído com pedras da Virginia, entre 1815 e 1829, após que a primeira Casa Branca, desenhada e realizada pelo arquiteto Irlandês James Hoban, entre 1792 e 1814 pelos Ingleses. A inteira planificação da cidade de Washington era subordinada aos dois grandes edifícios da Casa Branca e do Capitólio. A Câmera dos Representantes em 1861 estava localizada no interior do Capitólio dos USA. O salão, desenhado pelo arquiteto Benjamin Henry Latrobe, será a Sede do Congresso em 1864 e cada Estado é então convidado, para adorná-lo com as estátuas de seus homens mais ilustres. O Capitólio teve o discurso inaugural feito por Lincoln em 23 de fevereiro de 1861. Os primeiros convidados esperavam no gramado, Lincoln chegou acompanhado do ex-presidente James Buchanan. Lincoln tinha deixado dez dias antes, a sua casa de Springfield, Illinois. A grande cúpula e as “asas” laterais da construção, destinadas a Câmera e ao Senado, não seriam completadas antes de 1863. Lincoln pediu para que continuassem a construção, mesmo durante a Guerra Civil, para manter alta a confiança do povo pela União e em sua continuidade. Em Richmond, por outro lado, os Sulistas tinham a sua “Casa Branca”.

Casamento – Sendo a sucessão destinada às mulheres índias também, o índio normalmente pertencia ao clã materno. Quando o deixava e arranjava mulher, ia viver com os genitores dela, que geralmente moravam em outra tribo. Desse modo, ele contribuía para reforçar os laços entre seus velhos e novos companheiros. Um índio podia casar mais de uma vez, a poligamia era autorizada, somente, ele devia continuar a viver com os genitores da primeira esposa, os quais notadamente não se mostravam contentes. Para evitar disputas e discussões, algumas tribos do sudoeste, sobretudo os Creeks, decidiram que o esposo e a sogra não deviam nunca falar entre si e nem se ver. Porém era permitido trocar presentes de vez em quando. Em sua origem, em muitas tribos, o matrimônio era considerado um simples negócio, uma simples operação econômica, pois o índio devia dar presentes aos seus futuros sogros; cavalos ou cabeças de gado. Não se ratava de um rito religioso, mas de uma singela cerimônia, algumas vezes precedida de uma “União de Prova”, que durava até a sucessiva celebração do “Green Corn”. Se os esposos não iam de acordo, separavam-se, mas uma vez consumado o casamento, o marido, em caso de adultério, podia cortar uma orelha ou o nariz ao oponente e se era o bastante forte, podia também matar o seu rival. 
 
Caso Difícil – (Hard Case). Expressão usada no West, para indicar um homem rude, “cabeça dura”, pouco recomendável, não impressionável, o que não necessariamente implicava num caráter ruim.
 
Caso Fetterman – O coronel Henry Carrington, após ter servido m Fort Connor e Fort Reno, recebeu ordem de construir um posto avançado militar na Big Piney Creek, Wyoming do Norte. Era o outono de 1866. Aquela região era particularmente perigosa; muitas tribos indígenas, sob o comando de Red Cloud, Crazy Horse e Man-afraid-of-his-Horse, manifestavam uma verdadeira e própria hostilidade. Tal local, depois de terminado recebeu o nome de Fort Phil Kearny. Entre os oficiais dessa nova Guarnição, encontrava-se o capitão William Fetterman, apenas saído de West Point, mas já distinto em combates durante a Guerra de Secessão. Esse jovem oficial nutria pelos índios um ódio feroz. Em 16 de dezembro um explorador mestiço, sinalizou ao coronel Henry Carrington que índios hostis estavam se reunindo em colinas próximas e que seus dois caciques, Red Cloud e Crazy Horse, estavam planejando atacar o Fort. Para terminar a construção do Fort, o coronel Carrington mandava todas as manhãs turnos de homens para a floresta próxima para obterem a madeira necessária. Na manhã de 21 de dezembro, de um lindo dia, os soldados do turno foram para o seu serviço. Por volta das 11 horas, uma sentinela em Pilot Hill alertou a presença de um grupo de índios hostis. Imediatamente avisado, o coronel Carrington escolheu um Destacamento que fosse enfrentá-los e expulsá-los. O capitão James W. Powell estava no comando. O capitão William Fetterman, desejoso em aparecer, pediu permissão de pegar o seu lugar e teve a recomendação de não ir além de Lodge Trail Ridge. William Fetterman deixou o Fort com 50 soldados de Infantaria, comandados por dois oficiais e 60 cavaleiros sob o comando de outro oficial, além de ouros dois civis. Com o seu binóculo, o coronel Henry Carrington observava tudo e com grande surpresa viu que, chegando ao ponto determinado, o grupo dividiu-se para atacar os índios. Nesse mesmo instante Fetterman viu surgir de dentro do bosque uma dúzia de cavaleiros de Crazy Horse que fugiam em retirada. Logicamente tratava-se de uma armadilha, sem saber o oficial tenente George Drummond determinou o ataque. A Cavalaria, soldados com sabres nas mãos, atacaram, em direção a uma colina que seria chamada depois de “A Colina do Massacre”. Os soldados da infantaria menos velozes, seguiram a mesma trilha. Superaram eles também a Lodge Trail Ridge. Escondidos entre rochas e ramagens nas colinas e na floresta próxima, os índios de Red Cloud e Crazy Horse esperavam as ordens. Nesse momento alguns índios Minnicinjoux, guiados pelo cacique Thunder Hawk, dos Cheyennes e dos Ogalas sob as ordens de Ha Dog e Lone Bear, cercavam as laterais onde os soldados estavam impossibilitando qualquer fuga. Improvisamente mais de 2.000 guerreiros índios surgiram gritando. O tenente George Drummond compreendeu logo sua derrota; seu inimigo usava rifles, enquanto que seus soldados usavam armas antigas. Num piscar de olhos o capitão William Fetterman e seus 91 soldados juntamente com os dois civis estavam todos mortos. Quando o reforço chegou sob a ordem do coronel Carrington, o capitão Ten Eyck observou o tenente George Drummond e 10 de seus soldados escalpelados. William Fetterman e Brown estavam com suas cabeças estouradas; pois os dois oficiais guardaram para si as últimas balas. Após esse terrível acontecimento, Red Cloud e Crazy Horse não deram mais trégua ao Fort, onde a situação ficava cada vez mais crítica. Temendo o pior, o coronel Carrington tinha reunido num depósito de munições, as mulheres e as crianças, com a intenção de fazer explodir tudo, se os índios tomassem o Fort.
 
Cassidy, Mike – Chefe de bando de ladrões de gado, que por volta de 1880 possuía seu comando no Ranch de Jim Marshall, perto de Circleville, no Circle Valley, Utah.
 
Castor – Os índios pensavam que o castor pudesse raciocinar e refletir como os seres humanos, porque eles viviam em colônias, sob o comando de um chefe, com suas próprias leis e sua própria linguagem. Alguma tribos comiam o castor e todas utilizavam a sua pele para a confecção de bolsas. Os dentes, com os quais o animal podia destruir árvores imensas, eram preciosos; fixados na extremidade de um bastão, formava um arpão, enquanto que inserido em algo menor, transformava-se num utensílio doméstico como por exemplo um raspador. A pele foi por muito tempo objeto de troca entre os índios, caçadores e comerciantes. Durante o verão os índios caçavam o castor, servindo-se de armadilhas, no inverno invés, faziam um buraco no lago congelado e esperavam, para com arpão, matar o animal, no momento em que ele emergia para respirar. 
Castração – 1 – Em novilhos: Eram castrados logo a pós a marcação. A castração era menos direta em obter uma melhor obtenção de peso e carne mais seletiva do que facilitar a convivência desses novilhos com outros animais. A operação conduzida por uma faca era bem simples. O novilho era derrubado de lado, onde era marcado com ferro de marcação ou era feito um talho em sua orelha. Depois, com um corte rápido, abria-se o escroto do qual se tirava os testículos. Poucos pontos, de sutura com intestino de gato colocava o fim a castração. 2 – Em cavalos: O método era igual a dos novilhos, somente era conduzido com mais cuidado. Geralmente, era feito em escala menor, tratando-se de cavalos de sela.    
 
Catalogo dos Sinais para Marcar – Nele era registrada a marca, o proprietário, o nome do Ranch, o local e a data da marcação, mas também a sua exata identificação. Exemplo: “X”= (Bar X), ou L.S.R.H.C. = L (Left) parte esquerda, S (Shoulder) costas, R (Rips) costelas, H (Hip) flanco, C (Cattle) novilho. Para os cavalos usava-se a nomenclatura H = Horse, para as mulas M. Geralmente J significava (Jaw) mandíbula e N (Neck) pescoço. A leitura e o significado correto das marcas era uma ciência em si, que geralmente colocava em dificuldades os cowboys. 
 
Cattaloo – Novilho, nascido entre o cruzamento de uma vaca com um bisonte.
 
Cattle Drive – Expressão usada somente, em relação com as grandes marchas de bovinos entre o Texas ao norte.
 
Cattle Trail – Mais de 8.000.000 de bovinos Longhorns foram transferidos entre 1867/1884, do Texas central ao norte, por diversas trilhas, tais como: Goodnight-Loving Trail, Shawnee Trail, Sedalia Trail, East Shawnee Trail, West Shawnee Trail, Chisholm Trail. Western Trail, Great Western Trail, Panhandle Trail, Cattle Trail. Foi a maior transferência de boiadas da história e a utilização de cowboys que os USA jamais tenha visto.
 
Cavaleiro de Ponta – Aqueles cowboys que galopam diante da boiada em movimento, juntamente com os animais guias e que dão a eles a justa direção. Sempre os cowboys mais espertos, eram os escolhidos para essa função.  
 
Cavaleiro Errante – (Knight Errant). Cada cowboy a cavalo que em sua vida nômade, tentava fugir do seu passado misterioso.
 
Cavalgada de John “Portugee” Phillip – Temendo o último ataque, o coronel Henry Carrington encarregou a um de seus exploradores, para o qual deu seu próprio cavalo, o melhor daquela Guarnição, pedir socorro ao Fort Laramie, no sul. O mensageiro partiu em seguida, conseguiu atravessar a linha inimiga, evitando as sentinelas e com uma fantástica galopada, chegou a despeito de muito vento e tempestades de neve ao Fort Laramie. Chegou de noite no dia 24 de dezembro, enquanto no salão do “Old Beblam”, os oficiais suas esposas dançavam. Quando John “Portugee” Philip apresentou-se à sentinela, demorou muito a se fazer reconhecer, sendo encaminhado ao comandante da Guarnição. O seu cavalo, suado, caiu ao chão; havia cavaleiro e cavalo, percorrido 345 quilômetros. Foi prontamente organizada uma coluna de socorro, que chegou a Fort Phil Kearny. Os sobreviventes daquele local estavam desesperados, pareciam mortos vivos. Foi então aberta uma investigação: soube-se então que desde 18 de agosto até 31 de dezembro, os Sioux e os Cheyennes tinham matado, perto daquele forte, 154 pessoas, ferindo 20 e haviam capturado 700 cavalos. Em cinco meses, tinham efetuado 51 ataques contra aquele forte. O coronel Henry Carrington foi destituído do comando e enviado ao Fort Machpherson. Foi depois processado por um tribunal de Guerra e acusado de negligência e incapacidade. A sanção foi severa: ele pagava por seus erros e pelo orgulho do capitão Fetterman. Enquanto o coronel era processado, os caciques Red Cloud e Crazy Horse, em Wyoming, continuavam a não dar tréguas aos Destacamentos Militares da zona entre o Fort C. F. Smith e Fort Phil Kearny.
 
Cavalgada lateral – O cowboy a cavalo que durante as marchas de boiadas, acompanhava o último terceiro boi, galopando ao seu lado.  
 
Cavalgar a Carteiro – Termo usado pelo cowboy para aquela maneira Européia em cavalgar, com estribos curtos e joelhos unidos, na qual o cavaleiro levanta-se a cada passo do animal, de modo que se pode ver “A luz do dia”, entre a sela e o cavaleiro. Ken T. Mulridge em 1921 escreveu: “Não sei como as pessoas fazem a resistir a aquilo que chamamos de cavalgar. Os cavaleiros vibram dos pés as cabeças, sem parar, saltando sob re a sela como se fossem rãs num pedaço de vidro. Possuem estribos finos e trazem as rédeas tão frouxas que um cavalo, galopa sozinho, porém não vem cavalgado. Gostaria de ver que aspecto essas pessoas teriam, ficando 36 ou 50 horas, galopando. É o pior é que eles afirmam que esse é o modo correto de cavalgar. Bem, acontece, quando não se sabe aquilo que se diz”.  
 
Cavalgar os Rastros – Expressão usada pelo cowboy quando seguia os rastros de um animal ou de um homem. Os cowboys não deviam seguir sozinhos os rastros de animais fugitivos, como também os criminosos e índios. Eles determinavam baseados em certos elementos, se um rastro era recente ou antigo, isto é se um rastro era “Quente” ou “Frio”. Alguns expertos eram do parecer que não existe dois seres que deixam os mesmos rastros. Um salto consumado deixava um rastro diferente de um menos consumado, uma pessoa magra deixava rastros diferentes de uma pessoa gorda, diferente também era uma pessoa que caminhasse devagar da outra que andava depressa, ou uma pessoa grande de uma pequena. O rastro da pata de um animal, aquele pequeno pedaço de terra comprimida, que num galope veloz, caia da parte interna do casco, podia fornecer todas as indicações possíveis sobre; a maneira, a velocidade e o tempo no qual o cavalo galopasse. A forma do rastro, mais profundo na frente se o galope fosse rápido, mais profundo na parte de trás se o galope era lento, era importante. Um homem que corre não toca jamais as botas com os saltos, um que caminha, sempre. Segundo a posição dos rastros, o cowboy podia dizer exatamente a andadura do cavalo e avaliar a distância entre ele e o procurado. Nada escapava da observação de um atento seguidor de rastros; dos sinais deixados pelo animal, podia-se determinar a direção tomada. Se um homem fugia através do bosque ou grama, os pássaros assustados indicavam o caminho tomado. Um seguidor de rastros usava a audição, o odor, os olhos, as mãos, para interpretar os sinais, até os mínimos.       
 
Cavalgar Redondo – Cowboy que na zona do “Round Up”, cavalgavam em vários círculos, obrigando assim aos grupos de bovinos a reunirem-se numa área central. Geralmente um grupo de cowboys era composto por 19 cavaleiros, e passavam 18 horas ao dia sem desmontarem e segundo a região na qual se encontravam, percorriam 100/120 quilômetros diários, cada um. Em 1881 Lon C. Richards disse: “è o trabalho mais pesado e ao mesmo tempo o mais perigoso. Quem esteve montado por 18 horas ao dia e por 20 dias seguidos, sabe por que rimos daqueles selos que na Europa chamam “Selas”. O gado escondem-se como crianças, repentinamente. Eles vão para grandes fendas em rochas, para trás de arbustos, entram em paludes e não ficarei espantado se subirem em árvores. Cascavéis, escorpiões, pumas, lobos, espinhos que arrancam sua cabeça se não estiver alerta, merecem toda atenção. Os bandidos, os índios, os ladrões Mexicanos, os colonos que te roubam uma vaca, ou um novilho, gente armada com revólveres que dispara quando acha oportuno. Encontrar esses animais em seus esconderijos, capturá-los e levá-los ao corral, separar os animais estranhos, ficar de prontidão dia e noite, caçar raptores de duas ou quatro pernas e tudo debaixo d’água, ou neve, ou um calor Infernal; aí está o Cavalgar Redondo e o Diabo e o xerife Smalley sabem o quanto tudo isso endurece um homem”.
 
Cavalo – O cavalo de sela do cowboy tinha origem bem antiga. Pois foi inicialmente, o principal companheiro dos índios, sobretudo para aqueles que viviam nas planícies e em planaltos. Como poderiam ter tido caminhado para andar a procura de manadas, para caçar bisontes, sem ele? Como poderiam entrar em guerra, atacar os Forts dos brancos e os acampamentos dos inimigos? O cavalo existia no Continente Americano, já na Pré-História. Viviam em manadas ao estado selvagem e os primeiros habitantes daquela época, os caçavam para alimentarem-se com a sua carne. Assim dizimados, aqueles cavalos de pequenas dimensões, com a cabeça grande e alongada, hoje desapareceram por completo. Quando os Espanhóis ocuparam o Mexico, Hernando Cortes trouxe os cavalos Andaluzes, a maioria deles de raça Árabe, fogosos e ariscos. Esses animais foram colocados a pastar nas planícies que circundavam o Mexico e 25 destes, certamente em busca da liberdade, escaparam da vigilância das sentinelas e foram para o norte, atravessaram o Rio Grande do Norte e separaram-se nas planícies do Arizona e do Texas. Os Apaches os descobriram primeiramente e deram a eles o nome de “Buffalo-Dogs”, confundindo-os por grandes cachorros. Eles tornaram-se então ótimos cavaleiros e os demais índios os imitaram. Os índios das planícies sempre tiveram desde o início um verdadeiro carinho por seus cavalos e permaneciam horas a fio cavalgando distâncias incríveis. Com uma série de cruzamentos os índios conseguiram criar uma nova raça; o “Appaloosa”, que tornaria o poney de guerra dos Nez Percés, antes de serem usados por outras tribos. O seu nome é derivado do Palouse Valley, onde escorria o Palouse River, nos Estados de Oregon e Washington, berço dos Nez Percés, os quais se dedicaram a criação desse magnífico animal de manto cinza escuro manchado. Agricultores, habitantes de florestas e lagos, transformaram-se em povos a cavalo, que foram gradativamente dirigindo-se para as regiões mais quentes também do sul. Quando em 1887 os Nez Percés rebelaram-se contra o governo de Washington e foram reclusos em uma Reserva, muitos desses cavalos foram mortos, mas os criadores interferiram e salvaram essa raça maravilhosa, que hoje formam o orgulho de muitos Ranches.   
 
Cavalo Espojador – (Roll Over). Quando após muitas horas de trabalho, vem tirada a sua sela, ele se joga ao chão e espoja algumas vezes pelo chão, talvez para se massagear ou “tirar o sentido da sela”. Quando o cowboy tirava a sela, ficava ali olhando e verificando se pelo menos ele rolava pelo chão por três vezes. Se não o fizesse, ou não poderia fazer, isso poderia confirmar que “não era um bom cavalo, porque não possuía um senso otimista da liberdade”.
 
Cavalo Mexicano – Dito também como “Pony Espanhol”. Servia para indicar um cavalo cujas características eram listras longitudinais, de cor diferente, nas patas anteriores, ombros e costas. Era um descendente do Mustang, muito resistente e forte, portanto era o preferido pelos cowboys como animais de trabalho.
 
Cavalo Morgan – Uma raça Americana de cavalos, que teve origem em 1800, em Vermont, pelo professor da Escola Justin Morgan, cruzando cavalos Americanos com Árabes. Tinha o pêlo vermelho escuro, crina negra; eram altos e fortes. “Justin Morgan”, o primeiro garanhão do professor nasceu em 1793 e morreu em 1821, Era montado por homens, mulheres e crianças, puxando também carroções. Venceu todos os concorrentes seja em corridas longas ou curtas e venceu por decênios todas as corridas de trote dos USA. No Oeste esse cavalo era apreciado por sua resistência e velocidade e como cavalo de sela, por sua inteligência.      
 
Cavalo Noturno – Um cavalo que era habituado a cavalgar durante a noite, mantendo-se sempre pronto e selado, no curral de um Ranch ou durante as longas marchas, perto do seu cavaleiro adormecido, no caso que deva inesperadamente utilizado durante a noite.
 
Cavalo Quarter – Os Texanos afirmam de serem eles a criar e manter essa raça de animais. Diz-se que foi originário de um cruzamento entre um garanhão puro sangue e uma jumenta negra índia, mas outros afirmam que essa raça já existia em Virginia e Carolina ainda antes que o Texas fosse colonizado, ou seja, antes da Revolução Americana de 1775. Esses cavalos eram usados como cavalos de corrida para breve distância, ou um quarto de milha (400 mts), o que valeu a esse cavalo o nome de “Quarter” (Quatro). Ainda hoje se diz que um bom cavalo Quarter pode correr a distância de 400 mts, em menos de 23 segundos, e que atinge uma velocidade máxima de 76 quilômetros/hora, depois 80 mts, depois 130 mts, cai para 72 quilômetros/hora, porém depois sustenta essa velocidade até o final. Esse cavalo forte, musculoso, geralmente negro, adaptou-se particularmente aos trabalhos das fazendas, nas marchas de boiadas ou na concentração das boiadas. Nos ródios era o preferido pelos cowboys, por sua fantástica inteligência.
 
Cavalo Selvagem – Em contraposição ao Mustang, cuja degradação da raça deveu-se a domesticidade humana, era a nobre raça de cavalos, que vivia livremente.
 
Caviada – Palavra Espanhola usada para designar um pequeno grupo de cavalos de sela, no sudoeste dos USA. Os cowboys do norte usavam geralmente a palavra “Remuda”.
 
Cayuse – Tribo de índios Cayuse que viviam nas Montanhas Rochosas do Oregon. Eles foram os únicos que criaram uma raça de cavalo totalmente nova. A criação das demais tribos eram somente animais de raças Européias, Orientais ou Asiáticas e seus cruzamentos, geralmente inesperados. 
 
Chaparejos – Em Hispano Mexicano: calças de pele, para vestir como proteção contra os arbustos espinhosos. Abreviação: “Chaps”.   
 
Chaparral – Em Espanhol; zona desértica, porém densa com arbustos e árvores espinhosas, longo o curso inferior do Rio Grande do Norte. Tinha a forma de um triângulo, cuja base era constituída pelo Golfo do Mexico, e cujo vértice encontrava-se no interior, perto do Eagle Pass, no Texas. As árvores “Mesquite” eram típicas do Chaparral, bem como campos de cactos.      
 
Chapéus – Parece que o chapéu de abas largas usado pelo cowboy Americano, remonta ao objeto que os Mongóis a cavalo usavam, pois os sombreros Espanhóis e Mexicanos possuem uma grande similaridade com os chapéus usados pelos sucessores de Gengis Kan e como muitas coisas de seu equipamento, assim o chapéu do cowboy, em sua forma mais diferenciada, deriva daqueles que os Espanhóis introduziram no Mexico. A forma e a dimensão do chapéu do cowboy mudavam conforme o clima ou a região no qual ele era usado. O chapéu do cowboy do norte possuía uma aba menor daquele que era do sul. O do “Vaquero” Mexicano possuía abas bem largas. O chapéu para o cowboy era outra coisa que um simples objeto de vaidade pessoal. Ele oferecia proteção do sol, da chuva e do vento, servia de travesseiro para a noite, de recipiente para dar água ao seu cavalo, como abanador para fazer uma fogueira, era um protetor do frio que juntamente a sua bandana, protegia suas orelhas. Eram de feltro pesado, podendo ser “remodelado” conforme o seu uso. O sombrero Espanhol era baixo e chato, abas retas, rígidas e com ornamentos em ouro ou prata e com uma tira de metal nobre. Por forma e tamanho era idêntico ao chapéu que é usado ainda hoje em Espanha. O sombrero Mexicano, som sua copa alta e pontiaguda e abas largas e dobradas nas pontas, tinham também alguns ornamentados com fios de prata e feito com feltro pesado; os mais pomposos. O primeiro descendente dos chapéus hispano-mexicano foi o “Old Style Texas Hut”, que imitava muito perto, o sombrero Espanhol, mas era de qualidade mísera que o feltro perdia a sua forma rígida, deformando-se em formas bizarras. Por isso os primeiros cowboys Americanos dobravam a aba triangularmente para cima, passando por ela uma fina tira de couro, para segurar bem. Os modelos que sucederam ao “Texas Hut” sobressaiam pela altura de sua copa e largura de suas abas. Comprar um chapéu, para o cowboy exigia uma atenta meditação e um sério exame, pois o chapéu representava um bem duradouro, tornando-se um componente fixo de sua personalidade. Custava entre 15 e 35 dólares, o que significava a metade de um salário mensal. O típico chapéu na “Idade do Ouro” dos cowboys era macio e rígido ao mesmo tempo. Era feito com feltro obtido com pêlos de castor e logo comprado era apoiado na água e depois imerso completamente, de modo que a copa, por causa da bolha com ar dentro, não a banhasse. Assim o cowboy a modelava com pressão, dando-lhe a forma preferida. Com o chapéu ainda úmido na cabeça, o cowboy sentava-se perto de uma fogueira com fumaça e esperava até que se enxugasse. Enfim colocava uma tira de couro, ou pele de cobra, ou de seda, segundo o gosto, substituindo a tira original. Para completar não o tirava da cabeça por pelo menos uma semana. O chapéu de cowboy substituiu rapidamente na cabeça dos pioneiros que emigravam para o Oeste, as cartolas ou os chapéus esfarrapados feitos com vários materiais e tornou-se o símbolo do Western.  
 
Chaps – Palavra derivada do Espanhol: “Chaparreras”, que significava: (Proteção para as pernas). Essas proteções, feitas com peles, foram usadas pela primeira vez por pastores da Espanha para protegerem-se dos espinhos. Com os Conquistadores Espanhóis, os Cahparreras chegaram à América, onde no México foram adotados pelos “Vaqueros”, inicialmente como tubos de pele que cobriam até o joelho, porém logo cobria toda a perna; amarrava-se com tiras em torno da coxa. O cowboy Americano copiou dos índios o “Leggins”, cinturão de pele que unia os Chaps, num único par. Os Chaps contribuíram em duas maneiras para definir a figura clássica do cowboy: primeiramente como objeto indispensável no equipamento de trabalho e também como sinal de virilidade do cavaleiro.
 
Charro – Elegante mexicano a cavalo, em dias de Festas, vestido impecavelmente; com detalhes em ouro e prata, lenço de seda, sombrero, Colt dourado, poncho de veludo e sela de luxo, o qual em dias comuns era o simples Vaquero (Cowboy), que trabalhava duramente.
 
Cherokees – Dependiam da família dos Irocheses. Separados dos demais Irocheses, eles habitavam nas regiões montanhosas no sul da Virginia. Era um povo de grande caráter que soube fazer com que o respeitassem. Foram os primeiros índios a vestirem-se como os brancos e aceitar de seguir a educação em escolas. Quando em Geórgia foi descoberto o ouro, aborrecidos com os recém-chegados, os Cherokees emigraram para o Oeste e nessa longa migração, mais de ¼ deles morreram longo o trajeto.  
 
Cheyennes – Tribo de pradaria da família lingüística dos Algonkins que fazia parte dos grandes povos indígenas a cavalo. Os Cheyennes setentrionais eram ligados aos Sioux, meridionais aos Comanches e aos Kiowas. Não obstante que as duas subtribos fossem selvagemente opostas à conquista de seus territórios por brancos e opuseram resistência especialmente pela construção da Ferrovia e o avançar do Exército dos USA, os cowboys nutriam por eles uma espécie de simpatia relutante, que era roçada pelos índios até quando os cowboys atravessaram suas terras com o gado, pagando um “Pedágio de Estrada” com uma pequena porcentagem de bovinos. Somente quando grandes pecuaristas começaram a tomar posse de pastos em Wyoming, Nebraska, Kansas e Colorado, iniciou-se uma guerra sangrenta entre os Cheyennes e os cowboys. O comércio de peles com os Franceses e Ingleses, resultou para eles em muitas armas de fogo. Por esse motivo os Chippewas eram assim superiores a ouras tribos vizinhas, que eles expulsaram para o Oeste e sul os Sioux e outras tribos. Com o avançar dos brancos no coração da América do Norte, os Chippewas tiveram mais sorte que os demais índios. Os brancos rejeitaram seus territórios pouco adaptado para a agricultura e os deixaram em paz. Por esse motivo, conservaram-se como um povo com tantas subtribos. 
 
Chicago – As 21 h daquela fatal noite de 8 de outubro de 1871, um estábulo localizado na periferia de Chicago, começava a arder em chamas, após uma vaca derrubar um lampião ao chão. Em poucas horas de chamas. Alimentadas por um vento fortíssimo, estendeu-se por toda a cidade. Quando após 3 dias, com o incêndio já dominado, de seus 300.000 habitantes, mais de 100.000 ficaram sem teto, 250 morreram, calculou-se 200.000.000 de dólares, em prejuízo. Muitos cidadãos deixaram a cidade, para sempre, convencidos que o “Rio de fogo tenha sido a vingança de Deus, daquela cidade cheia de pecados”.  
Chickasaws – Pertenciam a família dos Muskhogeans. Formavam uma tribo particularmente bélica, em 1541 dispersaram em parte, as tropas do Conquistador Espanhol Soto. A linguagem dos Chickasaws era muito similar aquela de seus vizinhos, os Mobiles, foi utilizada para tratativas comerciais entre tribos, longo todo o curso do Mississippi River.
 
Chief Joseph – Foi um grande cacique dos índios Nez Percés, tinha um aspecto agradável e possuía certa instrução. Revelou-se um grande orador, hábil e sábio, por isso muitos brancos o estimaram. Filho de um Cayuse e de uma Nez Percé foi chamado Joseph por um missionário que foi também o seu professor. “O seu nome índio era: “Hinmaton-Yalatki,” que significava: “O Trovão que veio das Águas além da Terra.” Um tratado assinado em 1855 abrigava os Nez Percés em suas terras. Em 1863 esse território foi reduzido de um quarto, por outro que todos os caciques aceitaram em assinar. Washington, apoiando sobre o fato de que mais da metade dos Delegados estavam submissos a essa decisão, fez simplesmente aplicar esse novo acordo. Joseph que vivia fora desse novo limite em Walla-Walla Valley, protestou. Seu filho, o jovem Joseph, decidido a ajustar a s coisas, falou então com o Major General Oliver O. Howard que aplicou o regulamento. Joseph, resignado, preparava-se em obedecer, mas retornando a sua tribo, foi criticado pelos jovens guerreiros que não tinham a intenção de entregarem-se. Começaram pequenos ataques aos brancos. A sua tribo, amiga dos brancos, foi com o tratado de 1863, desnudada de todos os seus bens que possuía em Wallowa Valley e os índios, obrigados a viver numa Reserva, refugiaram-se em White Bird Canyon, perto do Salmon River, Idaho. Em 17 de junho de 1877, o Chief Joseph foi derrotado pelas tropas Americanas, conseguindo, porém fugir com a maioria de seus guerreiros. Ele os comandou então no Canadá, 800 guerreiros durante dois meses, um enfrentamento a centenas de soldados, num percurso de duas mil milhas. Enfim, em 5 de outubro de 1877, a menos de um dia de distância da fronteira Canadense, ele se rendeu na Bear Paw Mountains, Montana, ao general Nelson Miles, dizendo as seguintes palavras: “Diante do sol que hoje brilha, eu nunca mias combaterei”. Chief Joseph foi deportado para o Oklahoma, onde obteve a autorização de ir, juntamente com os homens que ficaram ao seu lado, para a Reserva de Colville, no Estado de Washington. Ali ele morreu, em 21 de setembro de 1904, em sua casa de Nespelem.
 
Chihuahua – Província Mexicana fronteiriça ao norte com o Texas e New Mexico, na qual durante os anos áureos da criação Texana de bovinos, os bandidos chegavam do Texas para roubar cavalos e novilhos Longhorns. Quando a situação para os Rancheiros do sul ficou insuportável, o Rancher Charles Goodnight reuniu um grande grupo de homens, atravessou a fronteira Mexicana. Dirigiu-se para a província de Chihuahua, e lá, nas montanhas, debelou os bandidos. Depois levou para o Texas 10.000 bovinos e 2.000 cavalos, que tinham sido roubados e ameaçou no futuro, enforcar o primeiro bandido que tornasse a fazê-lo. Após esse acontecimento, os roubos diminuíram drasticamente, por pouco tempo.
 
Chilcoot – Estreito Chilcoot, porta de entrada para as zonas auríferas. Era uma passagem obrigatória que nos primeiros tempos era superado a pé pelos garimpeiros, que levavam em suas costas, todo suprimento e equipamento para alguns meses. Aos pés desse estreito, nasceu uma cidadela onde índios se ofereciam para trabalhar a um preço exorbitante e onde uma simples batata valia o seu peso em ouro. “A noite ficarei com um grupo de crianças e narrarei os sofrimentos sofridos durante a caminhada pelo estreito Chilcoot e se não chorarem, farei que chorem, com algumas palmadinhas”. Escreveu Jack London, sonhando com o seu retorno a casa. A imprensa descrevendo sobre o fim de muitos garimpeiros, disse que em Klondike morrem provavelmente mais Americanos que em Cuba.
Chineses – Operários Chineses dependentes de mineradores brancos, em Aubrun Ravine, eram muitos. Os numerosos Chineses que vieram para a Califórnia criaram problemas complexos, porque os patrões das minas e das Ferrovias, geralmente aproveitavam-se deles inescrupulosamente. Após a Constituição do Estado da Califórnia, em 1850, o próprio Estado interveio com uma Lei Especial. Com o desenvolvimento progressivo da agricultura, a mão de obra Chinesa a ela foi direcionada e bem aproveitada. Nesse período foi introduzida a cultura de vinhedos e teve início a famosa escala de produção dos famosos vinhos Californianos.       
 
Chinook – Vento quente que vinha do nordeste, que assoprava no início da primavera sobre as Montanhas Rochosas e pradarias, provocava inesperadamente o degelo das montanhas cobertas por neve e geralmente era acompanhado por chuvas quentes torrenciais.
 
Chippewa – (Ou então “Ojibway” da “Ojib” = enrugar e “Ub-Way” = enferrujar, palavras referentes às costuras de seus mocassins). Tribo Algonkin, que em grande número habitava em zonas setentrionais e meridionais dos lagos Michigan e Huron no Canadá, no Wisconsin e em Minnesota e dedicava-se exclusivamente a pesca. Viviam de caça, nutriam-se de arroz e habitavam em tendas fixas as “Wigwam”. O comércio de peles com Franceses e Ingleses, resultou logo em armas. Por esse motivo os Chippewas eram superiores a outras tribos vizinhas, que eles repeliram para o oeste e sul; tanto os Sioux como outras tribos. Com o progresso dos brancos no coração da América do norte, os Chippewas tiveram mais sorte que os demais índios. Os brancos rejeitaram o seu território, que era pouco adaptável para a agricultura e os deixaram em paz. Por esse motivo eles se conservaram como povo com tantas subtribos. Viveram depois em Reservas do Canada e nos Estados de Minnesota, Wisconsin, Dakota do Norte, Michigan e Montana.  
Chiricaua – Província Mexicana fronteiriça ao norte com o Texas e Nuovo Mexico, da qual nos anos de ápice da criação bovina, os bandidos vinham do Texas para roubar cavalos e novilhos Longhorns. Quando a situação para os Ranchers do sul do Texas tornou-se insuportável, o Rancher Charles Goodnight reuniu um grupo de homens, atravessou a fronteira Mexicana, combateu os bandidos e recuperou 10.000 bovinos e 2.000 cavalos.
 
Chiricahuas – O nome indicava o local geográfico onde habitava essa tribo dos Apaches, ou seja, a cadeia de montanhas Chiricahua em Arizona sul oriental. Teve um famoso cacique; Cochis ou Cochise. Em 1894, o governo Americano mandou os Chiricahuas que sobreviveram a vários fatores para o Fort Sill em Oklahoma, onde em 1913 viviam ainda 187 descendentes desse povo nativo.  
 
Chisholm Jesse – Nasceu em 1805, Tennessee, filho de um “Squatter” Escocês e uma índia Cherokee, morreu em 4 de março de 1868 por intoxicação da gordura de urso. Em 1830 expulso para o Oeste, viveu com sua tribo em Oklahoma. Em 1832 casou-se com uma mestiça Cherokee e fundou uma Empresa de transportes com carroções; ele comprava mercadorias em Kansas e as transferia para o território indígena. Rapidamente ele conheceu o Oklahoma melhor que qualquer outro e falava vários idiomas indígenas, conseguia trabalho como tradutor e guia. Progrediu em sua atividade de comerciante. No outono de 1886, quando percorria uma das trilhas do norte ao sul, enquanto guiava uma caravana com 16 carroções carregados com provisões e 3.000 “Wichitas”, que iam do Kansas para o Oklahoma em uma nova Reserva, criou um depósito de alimentos, que garantia o sustento da tribo. Quando nesse mesmo ano os primeiros vaqueiros Texanos, que não conheciam bem a região, e conheceram uma tremenda desilusão, Chisholm concedeu para eles o uso de seu itinerário índio durante o ano de 1887 com proteções e depósitos. Por ter ajudado demasiadamente os vaqueiros, rendendo possível o comércio de gado em Abilene, que eles batizaram o tal itinerário com o nome do comerciante Jesse Chisholm. 
 
Chisholm Trail – Por mais de 12 turbulentos anos (1867/1879) a chamada “Chisholm Trail” observou o maior fluxo de boiadas da história. Essa estrada para o norte, pela qual passaram alguns milhões de bovinos, salvou o Texas do falimento de Estado e os Estados Atlânticos do Norte da carestia, transformou pequenos criadores nômades do Texas em “Reis” Americanos do gado, e comerciantes do norte em milionários. A Chisholm Trail apressou também a construção de uma nova linha Ferroviária no Oeste e no sudoeste. No início esse itinerário de bovinos, que conduzia de Austin ao Red River, fronteira setentrional do Texas e continuava depois através o território indígena, longo a velha estrada dos carroções de mercadorias do comerciante Jesse Chisholm, chamava-se oficialmente “Abilene Trail”. Somente após a morte de Chisholm, a União dos Pecuaristas do Texas adotou oficialmente o nome de Chisholm Trail e com isso não só indicava somente o itinerário dos carroções de mercadorias do mestiço Chisholm no território índio, mas toda a estrada de Austin a Abilene, longa 700 milhas.    
 
Chisum – Chisum John Simpson nasceu em 1824 em Tennessee e morreu em 23 de dezembro de 1884, levou inicialmente uma pequena manada de bovinos fora do Texas, até Shreveport em Louisiana, e em 1855 outra até Little Rock em Arkansas. Com o passar dos anos enfrentou índios, bandidos Mexicanos e a própria natureza, com seus 7.000 bovinos e em 1877 já possuía 80.000 cabeças de gado e em 1878 com 100.000 cabeças, possuía a maior manada de bovinos dos USA, tornando-se o “Rei dos Bovinos” das Staked Plains, ele nunca levou um revólver consigo, faleceu em Eureka Springs, Arkansas e foi sepultado em Paris, Texas, na mesma cidade que havia antes fundada.   
 
Cholla – Jogo a cavalo dos cowboys, no qual duas esquadras com seis cavaleiros cada qual tentava capturar com seus laços, um pequeno cabrito com seis patas, feito com pedaços de madeira e revestido em couro e de jogá-lo no campo do adversário. 
 
Christie, Ned – Nasceu em 1852, aprendeu a profissão de armeiro era tão inteligente que a Nação dos Cherokees, o inseriu em seus Órgãos Legislativos, onde participou no desenvolvimento das Leis. Mas um dia, explodiu o seu caráter violento, quando um vice-Marshal USA o ofendeu, Ned que era ótimo com o revólver, matou o funcionário e passou a ser perseguido. Seu pai queria intervir em sua defesa, mas Ned se opôs. Passando a assaltar comerciantes para sobreviver. Conhecendo bem aquele território e possuía muitos amigos entre as tribos já “civilizadas” de índios, seus perseguidores o caçaram durante quatro anos, inutilmente. Depois foi encarregado de prendê-lo Heck Thomas. Após três meses Heck o encontrou e atingiu seu olho de uma distância de 400 metros. Mas Ned conseguiu escapar. Foi medicado por um Shaman, sarou. Mas finalmente Heck Thomas e 17 Marshals, circundaram sua cabana feita com troncos de árvores, semelhante a um pequeno Fort, onde estava escondido. Durante quatro dias os Marshals o tiveram sob o fogo cerrado sem sucesso. Finalmente Heck Thomas solicitou ao deputado Paden Tolbert em Clarksville, Arkansas, um canhão. Após uma semana o canhão foi posicionado e a casa foi bombardeada. Mas Ned Christie respondia ainda com tiros certeiros. Somente quando Heck Thomas fez explodir a casa inteira com bananas de dinamite, Ned saiu arrastando-se e atirando, morrendo sob um forte tiroteio. A maior batalha que os funcionários da Lei tivessem combatido estava terminada e mais um índio cheio de esperanças, estava morto.
 
Chuck – Palavra dos cowboys para indicar uma refeição (Que ia para debaixo das costelas). Nos velhos empós, toucinho defumado, carne bovina, pão e café, formavam a principal refeição deles. As verduras eram raras. Nenhum cozinheiro deixava faltar à massa levitada, com a qual surgiam os amados pãezinhos “Sour Doughs”. Os cowboys passavam geralmente dezesseis horas sobre uma sela; sendo exposto a todas as variações do tempo e do clima, trabalho duríssimo. Para compensar tanto esforço, deveria ser sua refeição, altamente nutritiva. Em media um cozinheiro calculava que o consumo diário para cada homem fosse de 1,36 quilogramas de carne, 0,91 quilogramas de pão e farináceos, 1 libra de toucinho defumado e gorduras e ½ libra de açúcar ou xarope de milho. Mesmo existindo centenas de receitas para cowboys, a cozinha era geralmente muito monótona e priva de variações. O prato principal era formado por: bisteca e um tempero feito com a gordura de rim ou sebo de boi, água, farinha, pão fresco e um café (que faria saltar do cavalo o homem mais velho e teria feito os mortos gritarem). O cowboy solitário moía seus grãos de café com a coronha do seu revólver e fazia seu pão “grudando” a massa feita com farinha de milho e água em torno a um ramo de árvore ou arbusto, mantendo-o sobre o fogo até que era cozido. Leite, manteiga e ovos eram disponíveis somente no Ranch, ou quando estavam perto de alguma habitação. Durante o “Round Up”, na ocasião em que os bois eram castrados, faziam as queridas “Ostras da Planície”, que era considerada uma iguaria e como estimulante da virilidade: eram testículos fatiados, imersos em água e temperado com ervas e de “Son-of-a-gun-stew” algo como (Filho de um guisado de arma), que era feito com miolo, fígado, coração, rim, estômago e língua de novilhos, apenas mortos, pois eram fracos demais para sobreviver.
 
Chuck Wagon – (Carroção). “Carroção Cozinha”, veículo do cowboy nômade chamado também de “Trail Wagon” ou “Commissary”, como chamavam os Texanos. Simples carroção do Ranch com quatro rodas, com 4 ou 5 estruturas de ferro para sustentar a cobertura. Na parte posterior era colocada uma espécie de armário (Chuck-Box), contendo repartições e caixas para os utensílios da cozinha. A parte que fechava esse armário embutido, quando aberta, servia como mesa de cozinha. Debaixo dela era colocada uma grande bacia para acatar objetos sujos. Atrás do banco onde sentava o cocheiro existia outro armário embutido, onde eram colocados as munições e os remédios. O próprio banco era uma caixa onde se colocava os ferros de marcar, tiras de couro, argolas de ferro. Debaixo do carroção existia um gancho, onde era pendurado um saco feito com pele de boi, para colocar o carvão, lenha ou esterco de boi seco. Na parte posterior do carroção, num pequeno suporte era fixado um barril com água potável. Quatro cavalos ou mulas o puxavam que levava sempre provisões para um mês e que levava também cobertores dobrados, roupas de roca para os cowboys e objetos de cozinha. Levava também uma espécie de grande panela ou caldeirão chamada de “Dutch”, com tampa, um espeto de ferro, ganchos e diversas panelas ou pequenas tigelas, que ocupavam pouco espaço. Alguns também possuíam em anexo um pequeno fogão a lenha, construído em metal. O cozinheiro guiava o seu próprio carroção e era o seu Senhor Absoluto. Em nenhuma outra parte do mundo existia uma casa assim móvel, para 10/20 cowboys, tão perfeitamente adaptada a territórios selvagens, para cada condição de clima existente; resumindo era o refúgio para aqueles homens das planícies.       
 
Chute Roosters – (Aqueles que ficam sentados na cerca). Disputa entre os cowboys, os quais habitualmente ficavam sentados na cerca, perto da porteira de entrada de uma arena de Rodeo e não economizavam suas teorias de entendedores. 
 
Ciclone – Um furacão muito temido em todo o Oeste. No sudoeste era também chamado de “Tornado”.
 
Cidade dos Hurras – Expressão com a qual era indicada a cidadela na qual um cowboy podia gastar o seu dinheiro e procurar tudo o que seus olhos enxergavam como diversão; whiskey, jogo de cartas, farras e mulheres.    
 
Cinch – Em Espanhol: “Cincha” (Uma das partes da Barrigueira). Uma larga cinta com anéis que é passada debaixo do ventre do animal para manter fixa a sela.
 
Cincinnati – Foi o belíssimo cavalo de Grant, e “Viajante” foi o animal de Lee, “Comedor de Fogo” foi o cavalo de Johnston. O general Nortista Rufus Ingalls, da Cavalaria da Armada Potomac, cavalgava em “Batalha”. Todos foram famosos cavalos da Guerra de Secessão. A maior quantidade de cavalos e a possibilidade em alimentá-los, estavam entre a superioridade Nortista.   
 
Cinta de Sela – (Cinch, Cincha). Feita em couro inteiro ou trançado, servia para fixar a sela sobre o dorso do animal. Nas duas extremidades era fixada uma argola de ferro (Cinch Ring) para regulá-la.
 
Cinta para Cavalo de Rodeo – (Bucking Strap). Cinta de pele muito esticada com 10/14 centímetros de largura, que no Rodeo de cavalos, era amarrada entorno a barriga do animal, por isso geralmente o obrigava a saltar. Essa manipulação de cavalos domados superava a grande falta de cavalos selvagens não domados ainda.
 
Círculo Interno – Local de seleção, em forma circular, no interior da região escolhida para o grande “Round Up”, onde os bois, imediatamente, antes da marcação, eram selecionados.
 
Cirurgia Indígena – Geralmente o “Medicine-Man”, ou “Shaman” não praticava a cirurgia, em sua tribo, mas existiram exceções. Assim, devendo curar um doente que sofria por uma crise de asma, um desses “médicos”, cortou em dois lugares o tórax do seu paciente para permitir ao Espírito Maligno, sua saída. Outro, para dar alívio a uma índia velha, que sofria de febre cerebral, não encontrou nada melhor que perfurar o seu crânio, para assim deixar sair o Espírito Diabólico, que a afligia.   
 
Civil War – Em 6 de novembro de 1860, Abraham Lincoln com somente 40% dos votos, era eleito o Presidente dos USA. Obteve 1.866.452 votos, contra 1.375.157 votos de seu mais eminente adversário, o Democrata Stephen A. Douglas. Chegava assim ao poder o Partido Republicano que combatia há anos para a abolição da escravatura, definida geralmente como uma “Instituição Peculiar”, do sul. ‘uma casa em discórdia não pode resistir muito tempo! Penso que o nosso País, não possa para sempre permanecer metade escravo e metade livre!”, disse Lincoln. Seis semanas após a sua eleição, o Estado da Carolina do Sul, votava a sua própria Independência da União. Seguiram um após o outro, dez Estados do sul. Baseando-se sobre a “Doutrina dos Direitos de cada Estado”, apregoada 30 anos antes, pelo senador John C. Calhoun, constituíram em 8 de fevereiro de 1861, a Confederação dos Estados Americanos. Nesse clima de desesperada discordância, em 4 de março, Lincoln assumia a presidência. Durante a cerimônia Douglas, quase que para demonstrar a sua adesão ao programa do grande rival, tira-lhe das mãos o bastão e a cartola. Em 12 de abril os Confederados bombardeiam o Fort Sumter: iniciava ali a Guerra Civil Americana ou a Guerra de Secessão; que mancharia de sangue todo o território Americano. Ao início do conflito as partes envolvidas estavam convencidas que concluiriam rapidamente e vitoriosamente a Guerra. Os Estados fiéis a União eram 23 com uma população de 22.000.000 de habitantes. Os Estados da Confederação eram 11 com 9.000.000 de habitantes dos quais 4.000.000 eram escravos. O Norte era favorecido por maiores tecnologias industriais, de uma vasta rede Ferroviária e sua Frota de navios. O Sul era superior com recursos agrícolas, vangloriavam-se de um Exército melhor preparado, todos os grandes plantadores de algodão eram excelentes cavaleiros e ótimos atiradores, sobretudo combateria sobre o seu próprio território. Três dias após o bombardeamento do Fort Sumter, Lincoln escreveu uma mensagem para a Nação, dizendo: “Eu Abraham Lincoln, Presidente dos USA, faço um apelo a todos os cidadãos leais que favoreçam, facilitem ou colaborem para manter a honra, integridade, a existência da nossa União Nacional. “O principal dever pedido à força solicitada será aquela de reforçar os Forts, as praças, as propriedades, arrancadas da União”. Em 9 de abril de 1865 os dois generais adversários Grant (União e Lee (Confederação) encontraram-se daquela manhã numa casa, perto a Appomattox. “O general Lee trajava um esplendido uniforme e portava uma espada de grande valor, a mesma que a havia presenteado o Estado de Virgínia. Eu invés vestia o meu velho uniforme de combate e fazia um estranho contraste com aquele homem elegante, bonito, alto um metro e oitenta. Falamos por um longo tempo, agradavelmente, como dois velhos companheiros de armas: a certo ponto foi ele que me recordou que precisava escrever o documento de rendição”. Escreveu Grant em seu diário particular. Lee desejava manter a sua espada e Grant, para contentá-lo, adicionou uma cláusula no documento que permitia a todos os oficiais Sulistas a conservarem suas espadas. Depois Lee comentou que muitos de seus oficiais eram os proprietários dos cavalos que montavam. Grant então adicionou que nesses casos os cavalos não poderiam ser considerados botim de Guerra. Finalmente o general Nortista surgiu no balcão superior da casa e falou aos seus soldados maltrapilhos que cantavam e disparavam para o ar, festejando a vitória: “A Guerra terminou, os Rebeldes tornaram-se a ser nossos compatriotas”, disse. A Guerra de Secessão custou aos Americanos, após inúmeras e sangrentas batalhas, em terra, ar e mar, mais de 600.000 mortos. As cifras não são confirmadas. Calcula-se que os mortos Nortistas sejam 360.000 e os mortos Sulistas 258.000.           

 
Claire, Le, Laura – Dançarina que conseguiu uma grande notoriedade, exibindo-se em espetáculos para as tropas, durante a Guerra Civil.      
 
Cleveland, Grover – Vigésimo segundo presidente dos USA de 1885 a 1889 e depois reeleito em 1893. Pequeno era entregador de embutidos. Era um homem sem cultura, porém inteligente e honesto. Seus adversários o apelidaram de “Senhora Obstinação”. A campanha para sua eleição foi violentamente combatida, quando em Topeka, Kansas, o Exército interveio com canhões para acalmar encontros de populistas e republicanos. “A partir de hoje, não terei mais amigos” disse Cleveland, apenas eleito. E manteve a sua palavra. Ficou sempre em luta consigo mesmo e o seu partido, o Democrático. Ele interrompeu a longa série de presidentes Republicanos.   
 
Coast Pacific Wars – Em 29 de novembro de 1847 o médico Markus Witman e sua esposa Narcissa, a primeira mulher branca que se aventurou nas trilhas do Oeste, foram assassinados na Missão dos Wailaptu, perto a Walla Walla, dos índios Cayuses. O coronel Cornelius Gillian pediu à tribo que entregasse os cinco culpados e que foram enforcados em 3 de junho de 1849. Nos anos de 1851/52 os Comissários de Washington assinaram com 139 tribos ou bandos indígenas da Califórnia, 19 tratados diversos, motivados pela presença de garimpeiros de ouro, naquelas regiões. O tenente George Crook, que mais tarde tornaria general, estava, porém convicto que antes ou depois os índios quebrariam aquelas promessas. James D. Savage chamado de o “Rei Louro dos Tulareros”, um caçador de peles que tinha uma grande influência junto às tribos, tomou o comando de um Batalhão de voluntários que percorreu, em março de 1851, o vale de Yosemite. Aconteceram em anos seguintes, inúmeros combates, que tiveram o nome exagerado de “Guerras”. Entre 1854 e 1885 foi a guerra dos Klammaths, em 1856 a guerra do Kern River, entre 1858 e 1859 a guerra contra os Wintoons, em 1859 a guerra do Pitt River, em 1860 o massacre de Indian Island e entre 1863 e 1865 a guerra contra os Hupas e numerosas expedições contra os Shoshones. Por volta de 1865 a maioria dos índios da Costa do Pacífico vivia já em Reservas.   
 
Coberta para o manto do cavalo – Um bom cobertor para ser colocado abaixo da sela, sendo a melhor proteção, quanto ao suor do animal.
 
Cobertor pequeno debaixo da sela – Colocado no dorso do cavalo para aliviar a pressão da sela, e para proteger ela mesma do suor. Era sempre confeccionado a mão. Os índios criavam ovelhas, para usar a lã e tecer os famosos cobertores Navajos com desenhos ornamentais multicoloridos. Um cobertor simples media 77x77cm, cobertores duplos entre 72x148 cm e 86x163 cm. Eram sempre vendidos a peso e um cobertor simples pesava de ½ quilo a 2 quilos e meio, os cobertores duplos de 2 quilos a 3 quilos e meio. 

Cobertores – Podiam ser de lã, algodão, pele, penas ou tecidos com fibras recavadas da cortiça das árvores, crinas de animais e ouros materiais. Os índios os usavam para vestir e para cobrir durante a noite. Eram usados também para vedarem o ingresso das tendas, ou para proteger dos raios solares. As mulheres usavam para secar frutas, ou como berço para seus filhos. Os Nez Percés decoravam seus cobertores com os pêlos ou barbas de cabritas ou bodes, fibras vegetais ou a pele do coelho. Outras tribos usavam fibras vegetais como o cânhamo selvagem ou as penas de pássaros. Os mais bonitos cobertores foram dos índios Navajos. Eles os teciam com lã de ovelhas que criavam. Essa lã era depois colorida com tinturas naturais e depois trabalhada. Nunca existiram dois cobertores Navajos iguais. As mulheres cometiam de propósito certos erros no desenho, para que não terminassem iguais. As cores mais usadas foram; o negro e o branco. O negro era uma cor de homem e a cor feminina era o azul. Quando o homem branco descobriu esses cobertores, abriram logo um comércio; eles tornaram-se famosos em todas as cidades do Oeste, sobretudo após a visita de uma comitiva índia a Washington. Naquela ocasião os caciques Navajos, trajando seus cobertores multicoloridos, causaram grande admiração de todos os presentes.     
 
Cobre-Basto – Equipamento leve para a sela com basto, usado principalmente para atravessar bosques e zonas montanhosas, recoberta por árvores.
 
Cochees – Nome dado e muito usado pelos colonos do Arizona nos anos de 1860, para indicar os Apaches Chiricahua.
 
Cochis – (ou Cochise). Famosíssimo cacique dos Apaches Chiricahuas, em 1870 comandou implacavelmente a revolta contra os brancos e resistiu com extrema hombridade, quando eles quiseram confinar a sua gente numa Reserva do Novo Mexico. Com menos de 200 guerreiros enfrentou o Exército dos USA por dez anos e obrigou o Governo a mostrar-se conciliador; enfim conduziu seus companheiros a uma Reserva do Arizona. Após ter sido um guerreiro exímio, tornou-se um homem pacífico e se esforçou em conservar em seu povo a liberdade. Disse, certa vez: “Deixem que o meu povo freqüente os brancos, que entrem em fazendas e comunidades, deixem-no ser, o que deve ser: um povo livre”. Por muito tempo o Governo não lhe deu ouvidos, mas depois acabou por seguir seus conselhos. Cochis morreu em paz no dia 18 de junho de 1874. Seu filho “Taza”, o sucedeu.
 
Código de Honra dos Cowboys – Eram também dez, os mandamentos do Código de Honra dos cowboys: 1 – Não se interessar do passado de seu vizinho. 2 – Seja amável para com o estranho e esteja preparado a dar a sua vida por seu bem-estar. 3 – Ofereça sempre uma boa oportunidade para seu inimigo e o combata somente quando puder ver o branco de seus olhos. 4 – Não atire a nenhum homem desarmado, seja indulgente com o adversário que cede. 5 – Não diga palavras injuriosas, sem calcular antes as mais sérias conseqüências. 6 – Nunca seja ingrato. 7 – Defenda-se somente, quanto sua autodefesa será necessária. A sua vida não tem alguma importância, importantes são somente a tua honra e a sua consideração. 8 – Não pegar de ninguém, nada, o que não é teu. 9 – Esteja pronto a ajudar os fracos e as mulheres e protegê-los, contra tudo e todos e não permitir que sejam tocados, nem num fio de cabelo. 10 – Se ninguém deseja ou atenda a sua ajuda, preocupa-te então somente contigo mesmo. O único tipo honroso e estimado de combate era para o cowboy; o duelo com o rifle ou com o revólver, durante o qual se devia observar as rituais condições. Primeiramente devia-se avisar o adversário que “na próxima ocasião”, ele seria desafiado. Se então surgisse essa ocasião, apresentava-se, não pretendendo alguma vantagem que o outro não pudesse ter. Assim por exemplo em 1869 os cowboys Andrew T. Mullins e Duck F. Snowden enfrentaram-se num duelo com rifles numa estrada do Texas, mantendo-se cada um escondido e com provisão de água, até que Mullins terminou a sua munição. Gritou: “Não tenho mais balas”, e levantando-se em pé, gritou Snowden: “Mova-se, vai comprar mais vinte, traga dez para mim também”. Snowden já estava ferido por três balas a perda de sangue o deixou fraco. Quando o combate recomeçou, Mullins matou Snowden e somente os habitantes da pequena cidadela se indignaram. Mas para os cowboys tudo ali, desenrolou conforme o Código de Honra, que jamais foi escrito. O cowboy desprezava a briga a punhos ou com facas. Isso era a maneira de combater as “sentinelas de mulas ou de Mexicanos”. Os confrontos pessoais deviam desenrolar a princípio num campo neutro, como durante as longas marchas de boiadas ou ao fim delas, após o término do trabalho. Se nenhuma testemunha estivesse presente, bastava a palavra do sobrevivente que tudo tinha sido feito conforme as tais regras, para que a vitória viesse aferida. Se alguém colocava em dúvidas a palavra de um cowboy, devia esperar em ser desafiado imediatamente a um duelo. Mas se resultasse que a palavra de um cowboy não correspondia à verdade, para ele seria o fim. Ninguém mais lhe daria trabalho, ninguém mais falava com ele. Quem encontrasse na região um pobre ou alguém necessitado de ajuda, seria acudido, por todo o tempo necessário. Isso valia essencialmente para mulheres, para quem tivesse se perdido, para os feridos ou para as crianças. Muitos cowboys deram a sua própria vida, para salvar outras pessoas: foram pais para crianças órfãos, ou salvaram pessoas que estavam a pé, oferecendo seu próprio animal. Hoje os suicídios nos parecem absurdos, mas o Código de Honra admitia explicitamente um similar sacrifício de si mesmo. Se acontecesse que um cowboy, num momento de hesitação, violasse as mais elementares prescrições do Código de Honra, podia reconquistar a honra perdida, suicidando-se. Os cowboys consideravam indigno de um homem o ser preso em prisão; preferiam serem mortos, durante a fuga. Porque em muitos casos a Lei escrita não levava em consideração o critério da honra, os cowboys desprezavam geralmente a ação legal dos processos, ignoravam a função dos Oficiais da Justiça e dos juízes, porque “eles mesmos eram homens o suficiente, em saber regulamentar os seus negócios”. Por isso em muitos casos nasciam sangrentas brigas entre as famílias e parentes, que geralmente passavam de geração a geração, terminando somente com a morte do último sobrevivente. Naturalmente essas desavenças possuíam sempre algo jurídico. Mas sendo contrário ao Código de Honra citar o passado de um homem, acontecia que durante o julgamento ou até no processo terminado, colocar fogo no edifício no qual ele acontecia, destruindo assim todas as provas. Era também por causa desse Código de Honra que em muitos verbais de linchamentos, não era permitido a um homem acusado de um reato em renegar a sua culpa ou em apelar clemência aos seus linchadores. O cowboy daquele tempo era um homem não civilizado, duro e bruto, mas nenhum homem da história demonstrara antes dele, em modo assim claro e irrevogável, que não era possível conquistar nem defender a liberdade sem a violência e que a medida de liberdade correspondia à medida de violência da qual, somente era capaz por amor a ela.    

 
Cole Younger – Thomas Coleman “Cole” Younger. O bandoleiro “braço direito” de Jesse James. Nasceu em 15 de janeiro de 1844 e morreu em 21 de março de 1916.
 
Colono – Também colonizador, plantador, que ao contrário do pioneiro, comprava terrenos, geralmente perto de uma comunidade já existente, para cultivar.
Colt – 1 – Samuel, inventor do revólver, nasceu em 19 de julho de 1814 em Connecticut, morreu em 10 de janeiro de 1862. Durante uma viagem para a Índia, enquanto trabalhava como ajudante num navio teve a idéia de construir um revólver com tambor. Depositou o registro na Inglaterra em 1835, e o segundo registro nos USA. Inicialmente não teve sorte, e foi a falência, mas em 1847, entregou 1000 revólveres aos Texas Rangers, os quais fizeram dessa arma, um sucesso absoluto. Na cidade de Hartford ele construiu uma grande fábrica, que trabalhava muito e tornou-se famosa durante a Guerra Civil. 2 – Denominação de um tipo de revólver Americano, que pode ser aplicado exatamente somente aos revólveres que foram construídos por Samuel Colt e sua fábrica. O primeiro modelo de 1837, o Colt Texas Paterson, uma arma a percussão com cinco tiros, nos calibres.31 e .36, depois durante o passar dos anos vieram outros modelos, todos a percussão. Somente em 1873 Colt construiu um modelo a cartuchos, que até hoje é fabricado como “Colt Single Action Arm” (Colt SAA) e que no Oeste ficou famoso como “Peacemaker”. Os calibres desse modelo eram de .22 “Long Rifle” e .476 “Eley”. O “Peacemaker” (chamado também por Frontier) era a arma do cowboy, para o qual, em 1875, construiu-se esse revólver, com cano longo 19 cm, também no calibre do Winchester .44-40, de modo que o cavaleiro usasse somente um tipo de munição. 3 – Palavra Inglesa designada para um garanhão jovem. Os cowboys os chamavam de “Foall”, pequenos potros abaixo de um ano, e a jovem égua de “Filly”. O cowboy reconhece o Colt, porque se aproxima ao homem, enquanto que a “Filly” permanecia perto da mãe.
 
Comancheros – Comerciantes Mexicano-Americanos que negociavam preferivelmente com os Comanches, um comércio mais ou menos ilegal, comprando mercadorias roubadas (sobretudo bovinos e cavalos) em troca de “brandy”, armas e munições e que se apresentavam como parceiros nas tratativas entre o Exército Americano e os índios, para o regate de prisioneiros brancos e escravos, sobretudo mulheres e crianças. Alguns dos Comancheros servia-se de práticas criminosas para aumentar o próprio ganho; por exemplo, fornecendo informações aos índios sobre como capturar prisioneiros e onde se podia roubar gado e cavalos, comprando o recavado e devolvendo aos proprietários, por trás de um grande resgate.
 
Comanches – Tribo indígena da planície do grupo lingüístico dos Shoshones e da família Uto-Aztecan que era considerada por históricos como os melhores cavaleiros do mundo. Foi a única tribo que não somente parou a marcha de Conquistas dos Espanhóis nos USA, mas lhe deram caça com intermináveis ataques que duraram mais de 200 anos, da província Espanhola setentrional do Rio Grande do Norte. A luta por estes pequenos, mas fortes guerreiros era tudo, o ataque o único e honrado modo de combater, a retirada era vergonhosa, a derrota impossível. Quando o México tornou-se independente, eles combateram contra os Mexicanos,quando o Texas destacou-se do Texas, eles combateram os Texanos. Seu secular inimigo eram os guerreiros do deserto, Os Apaches, que vindos do norte, caçavam por centenas de anos ao sul. Selvagens como os “Hunos” da Ásia, defendiam-se drasticamente contra cada invasor em seu território, a oeste e sul das Staked Plains. Os Comanches nos USA foram chamados de: “The Lords of the Plains” (Os Senhores das Planícies). Os cowboys os respeitavam, porém sustentaram com eles, sempre combates sangrentos. A preponderante força do Exército dos USA, sob o comando do general Mackenzie, exterminou quase que totalmente os guerreiros, dando aos poucos sobreviventes em 1878, uma pequena Reserva em Oklahoma.   
 
Comida e Superstições – Os índios comiam uma variedade enorme de verduras, carne e peixe. Às vezes o alimento faltava, não somente, mas em certas tribos as crenças religiosas proibiam os índios de nutrir-se com alguns produtos. Por exemplo, um Navajo ou Apache não comeria nunca o urso ou o castor, enquanto que outros não aceitariam alimentar-se com perús, por temerem em ficar preguiçoso como aquela ave. Junto às tribos que tinham totens não era absolutamente permitido alimentar-se com um animal figurado nele. O vegetal que estava na base de tudo da nutrição dos índios era o milho. Seguiam os feijões, ervilhas, batatas doces, limões, abóboras e pimentas. Os produtos selvagens como, grãos, raízes, arroz selvagem, flores de ervas e folhas de certos arbustos, eram recolhidos e ingeridos. No sudoeste não eram rejeitados cactos, os frutos do “Yucca” e do “Agave”. O bisonte, o urso, o antílope, os peixes, o coelho e numerosas espécies de aves eram alimentos, bem como o porco espinho, sendo utilizado também seus espinhos depois. Os índios Montagnais do Canadá e o leste dos Grandes Lagos gostavam muito de porco espinho. Os índios chamados Diggers, não gostavam só de raízes, bem como de vermes. Os outros índios preferiam comer carne cozida e condimentada com ervas. Algumas tribos usavam o sal, fornecido pelos índios Onandagas, que procurava em evaporações salinas em praias do oceano. O sal servia como moeda de troca com as tribos do centro do Continente e era usado por certos índios do sul dos USA como detergente. A carne e o peixe eram conservados defumados ou no sal, sendo também secados ao sol, durante o verão, durante o inverno em algumas regiões eram enterrados na neve ou gelo. Também as verduras, secas, eram conservadas para tempos difíceis. A carne de bisonte, urso, alce e outros animais eram cortadas, fatiadas e colocadas a secar sob o sol. Seu nome era “Jerkie”, que derivava da palavra sul-americana “Charqui”. Essa carne, reduzida em pó em pilão e com a gordura adicionada, dava o “Pemmican”, a palavra “Pimkam”, que na linguagem Cree significava “Gordura Trabalhada”. Os caçadores de peles, quando encontravam os índios, faziam com o pemmican, uma sopa chamada “Robbiboe”. Os índios da Califórnia, também faziam uma espécie de pão aromatizado com folhas da Mena, ou então sopa.   
 
Commodore Perry – Um barco de travessia que prestava serviços entre New York e a vizinha Hoboken, Hudson, foi convertido no início da Guerra de Secessão na nave de guerra Unionista, chamada “Commodore Perry”. Foi encouraçado e armado com alguns canhões. A Frota dos USA, inicialmente constituída por 40 navios, ficou quase que inteiramente fiel a União. A sua possibilidade de ação eram limitadas, mas o almirante Gideon Welles, um capaz e enérgico marinheiro, conseguiu em breve tempo organizá-lo e deixá-lo pronto, para o combate. Com a evolução do conflito, foram de vital importância os meios navais. O bloqueio da costa Sul que tinha a missão de impedir a Confederação de exportar algodão e importar material bélico conseguido na Europa, torna-se mais poderoso. O número de navios Nortistas aumentou e necessitava sempre de um maior contingente de marinheiros. Para fazer parte da Marinha militar Nortista não era solicitada nenhuma qualificação. O soldo era altíssimo, tanto que logo a Marinha mercantil, encontrou-se impossibilitada em completar sua própria tripulação. Ao lado dos navios de guerra da União, combatiam marinheiros Noruegueses, Espanhóis, Portugueses, Russos, Franceses, Ingleses e Dinamarqueses. Entre eles criou-se uma linguagem estranha, feita com termos navais de todo o mundo. Uma linguagem que poderia recordar os velhos tempos da pirataria. Os pescadores, os autênticos homens do mar, eram poucos; os demais eram agricultores, operários, empregados, geralmente filhos de pioneiros e viam pela primeira vez o mar a sua frente.     
 
Comstock Lode – Região dos montes Washoe em Nevada, chamada assim por Henry T. P. Comstock, um pastor simples, mais conhecido por “Old Pancake”, porque provavelmente era bem preguiçoso para preparar o pão com a massa levitada. O mérito por ter descoberto a mineira com jazidas de minerais, não foi, contudo de Comstock, mas sim dos irmãos Allen e Hosea Grosch, que no verão de 1856 encontraram algumas rochas de quartzo com prata “Nativa”. Nesse mesmo período que Comstock vagabundava através do “Gold Canyon”, descobriu os irmãos Grosch e tentou descobrir, onde eles tinham obtido aquele “Pó Azul”. Em 1857 Hosea feriu-se no pé com a picareta e morreu de septicemia. No inverno desse mesmo ano Allen Grosch morreu de frio, durante uma rigorosa tempestade de neve. Na primavera de 1859 outros garimpeiros de ouro, encontraram o metal e fundaram o vilarejo de “Gold Hill”. Durante a procura da mineira de Grosch, Comstock encontrou dois Irlandeses: Peter O’Riley e Patrick McLaughlin, que tinham descoberto nas Sun Mountains, o quartzo negro. Os Irlandeses, que não sabiam o que fazer com aquele mineral escuro, admitiram Comstock como sócio deles. Os irmãos trabalhavam enquanto que Comstock ocupava-se da publicidade e pouco tempo depois, quando se descobriu aquele mineral em todo lugar e quando as montanhas foram ocupadas com tantas mineiras, falou-se então somente da “Jazida de Comstock”. Entre 1859 e 1938 a Comstock Lode, rendia mais de 900.000.000 de dólares, dos quais 55% eram de prata.       
 
Concha – (Concho). Pequeno disco, feito em um círculo côncavo de prata, bronze, ou metal niquelado, que possuía dois furos, por onde passava uma tira de couro. Servia como ornamento para selas, cabrestos, ou cinturões ou mesmo em chaps.
 
Conheça suas Latas – Um jogo que os cowboys praticavam durante os longos meses de inércia por causa do inverno, após terem lido pela centésima vez os mesmos livros, jornais ou revistas. Mantinha-se diante dos olhos por dez segundos uma lata de comida em conserva, do lado da etiqueta; depois o cowboy devia dizer tudo o que estava escrito nela ou seja o texto completo com pontos e vírgulas, e na exata sucessão das palavras. O cowboy Berny H. Underwood disse: “É a coisa mais idiota, a qual um homem pode fazer. Mas o que não se faz, para vencer o tédio?”.
 
Conquistador – Que por haver “Deus, Glória e Ouro”, andou das colônias da Nova Espanha do sul e da América Central, para o norte, em busca de novos tesouros e fundar novas colônias. Os Conquistadores Espanhóis introduziram nos USA os cavalos e bovinos. Os Espanhóis os chamavam de “Adelantados”; ou seja, para eles eram os homens que levavam sempre avante, as fronteiras do poderoso Império Espanhol.
 
Constrição de Orelhas – 1 – A mão: quando um cavalo bravio era particularmente irrequieto, um cowboy ficava diante dele, segurando bem suas orelhas com as mãos, apertantdo-as, até que suas narinas tocassem a camisa do cavaleiro. A partir daí o cavalo podia ser selado e montado. 2 – Com amarração: amarrava-se fortemente as duas orelhas, dobradas, juntas, com a crina do animal. Essa severa limitação da audição do cavalo confundia o animal, deixando-o dócil.
 
Conversar com os Cavalos – (Horse Talk). Era aquele tipo de conversa unilateral, que os índios mantinham quando trabalhavam com seus próprios cavalos. Eles não diziam palavras verdadeiramente, porém emitiam sons guturais. Tanto os cowboys, quanto os índios, eram convencidos que essas conversas acalmavam os animais, quando era preciso colocar a sela, ou equipamentos. 
 
Cookie – (Cook= Cozinheiro). Derivação da palavra, biscoito, bolo; ou seja, de quem fazia tais iguarias gastronômicas, o cozinheiro do grupo de cowboys e patrão absoluto dos talheres e panelas, do menu e da vida do acampamento. Após o dono do Ranch (Rancher), o cozinheiro era o homem mais importante do local e durante as marchas das boiadas e o “Round Up”, dele dependia o bem estar de todos. Ele era quem levantava primeiramente de manhã e o último homem a dormir de madrugada. Um bom cozinheiro sabia muito bem de qual alimento seus homens necessitavam, durante o clima tórrido e seco, ou durante a neve ou a chuva, para poder prosseguir com seu trabalho estafante. Além do mais era barbeiro e médico, fazia barba e cortava o cabelo do cowboy, extraía a bala da ferida, fazia curativo, preparava os remédios, tinturas, chá e pomadas. Era um guia para os carroções, um filósofo sábio, um homem rude, que sabia manejar um rifle, o revólver e o chicote, como manuseava suas panelas. Era seleiro, ferreiro, ajustava objetos de pele, madeira em carroções, preparava as ferraduras dos cavalos. Extraía dente, administrava o dinheiro e as economias dos cowboys. Contava histórias, tocava violino, ou o violão para divertir os homens, nas horas de descanso. Era o juiz de lutas e o gerente das apostas. Era juiz, acusador e defensor, durante algumas brigas internas. Como alfaiate costurava as roupas, como sapateiro, as botas. Era geólogo e fazia previsões do tempo, da conformação do terreno descobria a água e olhando o horizonte entendia quando chegaria à chuva ou a tempestade de areia. Ele escrevia cartas de seus “Boys” e lia para eles, a Bíblia, enterrava os mortos e dizia preces. Tempestades de neve ou areia, atravessamentos de rios, desertos ou pântanos, calor ou frio, índios e bandidos, lobos ou coyotes, tudo isso não impediam a um bom cozinheiro de preparar a refeição na hora certa e concluir todos os seus afazeres cotidianos.  
 
Corbett, James – O pugilista James Corbett, cujo apelido era “Jim, o gentil homem”, por seu aspecto inusitadamente gentil dado a sua profissão e por seu comportamento respeitoso com seus adversários; conquista o título Mundial em 1892, derrotando John L. Sullivan no vigésimo primeiro “round”. 
 
Corda – Também corda de couro cru. Essas cordas sutis e quadradas nas secções transversais são cortadas de pedaços redondos do couro cru. Era uma Arte em si confeccioná-las, porque os pedaços de couro, geralmente não possuem as mesmas espessuras. Eram usadas em tantos trabalhos, porém especialmente na fabricação de rédeas, chicotes e das “Reatas” (Laços). Somente a pele fresca, possuía a propriedade de restringir-se no processo de dissecação. Serviam para reparar alguma cerca, ou carroções. 
 
Corda de Lançar – Corda de cânhamo.
 
Corda de Crina – Corda feita com pêlos da crina ou rabo do cavalo e serviam principalmente como rédeas, com a diferença que essas cordas feitas com a crina, eram mais macias e sedosas que aquelas feitas com pêlos do rabo. Mas por causa do maior peso e tamanho elas eram menos usadas que as cordas de couro.  
 
Corda-Guia – Corda resistente de cânhamo de Manila, solidamente trançada e longa cerca 2,50 mts, que era empregada para tirar fora de arbustos espinhosos o boi selvagem e reconduzi-lo ao pasto aberto. O bovino era amarrado, envolta de seus chifres e amarrado no pomo da sela. Eram dados alguns nós, que com só um puxão, poderiam ser soltos, bem como o nó do pomo de sua sela. Por tratar-se de um território, repleto de espinhos e com muitas cascavéis; o cowboy deveria estar atento e se desvencilhar de tudo rapidamente. 
 
Corda Tie – Corda de couro que liga entre ela dois pedaços de couro com as conchas, servindo para apoiar outras coisas à sela. 
 
Cores e o seu Significado – O significado das cores variava de tribo para tribo. Uma tinta que para alguns era benéfica, para outros era considerada maléfica. As cores de guerra eram a s preferidas pelos índios das planícies. Muitas vezes o branco simbolizava o luto e o negro a preciosidade, enquanto que o vermelho indicava a felicidade e a beleza. Os Cheyennes traçavam círculos e listras em cores diferentes quando partiam para os combates, mas ao retorno pintavam-se de negro para exprimir a sensação de retornarem para casa, sãos e salvos. Os Cherokees consideravam o vermelho a cor do sucesso e do triunfo, o azul aquele da desfeita e da dor, enquanto que o negro representava a morte e o branco a paz e a felicidade. As tinturas não eram somente destinadas ao corpo e ao rosto, mas eram usadas também para decorar as tendas, os totens, os escudos, os trajes femininos, as túnicas dos homens e os ornamentos usados durante as diferentes cerimônias. Por uma trilha eram pintados sinais em vermelho sobre as rochas, troncos de árvores ou outros objetos, para indicar que aqueles que pintaram todos deviam respeitar. Antes de um combate entre guerreiros eram decorados também seus animais. Quando um índio pintava sobre uma pele de bisonte, queria representar um homem ferido, usava a cor vermelha para o sangue e reproduzia a ação em modo muito realístico.  
 
Corno Niquelado – O chifre da sela, muito popular ao norte dos USA, de ferro niquelado e fixado na sela.  

 
Corno Vazio – O chamado “vazio do Corno” era uma má formação dos bois e os cowboys usavam essa expressão para brincar com um principiante. Os chifres do animal são naturalmente vazios e caem após um inverno particularmente intenso. Aos principiantes nessa profissão era dito que isso não era normal, nem natural, mas isso significava uma “Doença Cruel”. Também o principiante que tratava mal dos cavalos era chamado de corno vazio.
 
Corona – Em Espanhol. Parte das costas do cavalo, onde era usada a sela. Os Vaqueros Mexicanos e os Cowboys chamavam também de “Corona”, um cobertor redondo para sela pespontada.
 
Coronado – Descobridor, Conquistador Espanhol. Foram os seus soldados, os primeiros brancos a ver o Grand Canyon do Colorado.
 
Corral – (Em Espanhol) = Curral. Zona cercada para manter os animais.
 
Corral – (O Tiroteio mais famoso do West). Ficou conhecido por seus 30 segundos de disparos. As 14h30minh da tarde de 26 de outubro de 1881, no recinto público dos cavalos, o OK Corral, em Tombstone, Arizona, aconteceu um dos mais famosos tiroteios da história do Oeste. Durou somente 30 segundos. De uma parte estava o xerife Wyatt Earp com seus irmãos Virgil e Morgan (o outro irmão James, não participou desse ato) também o amigo Doc Holliday; da outra estava um grupo de fora-da-lei; os irmãos Ike e Billy Clanton e outros irmãos Tom e Frank McLaury. Ao final desse acontecimento foram contados três mortos entre o grupo de fora-da-lei, pois Ike Clanton conseguiu escapar. Seus adversários dispararam 17 tiros. “Muitos, porque atingiram Frank McLaury três vezes, duas vezes o Tom e seis vezes Billy Clanton”, escreveu um histórico do Oeste. Morgan Earp foi morto, Virgil perdeu uma perna, Hollyday foi ferido em uma das coxas. Wyatt, sem ferimentos, correria o risco de ser processado por homicídio. De fato as razões daquele combate, jamais foram esclarecidas; foi dito em interesses contrastantes e de vingança. Para alguns, os Earp eram verdadeiros tutores da Lei, para outros tantos, não. Parece que o xerife de Tombstone, tivesse evitado aquele derramamento de sangue, foi afastado por eles com ameaças. Oitenta anos mais tarde um filme: “Desafio ao OK Corral”, fará dos Earp os mais populares heróis românicos. Os quatro irmãos Earp eram tão semelhantes que em Dodge City; também conhecida como a “Capital dos cowboys” eram geralmente confundidos um com outro. Por isso os bandidos que havia algo com Wyatt, confundiam-se quase sempre. Após o tiroteio famoso, Wyatt Earp transferiu-se para o leste e não retornou mais a Tombstone, onde os amigos dos Clanton juraram vingança. Wyatt Earp começou a sua carreira participando ao “Comitê da Paz” que Dodge City tinha criado por volta de 1875, para deter os hábitos de muitos de seus cidadãos em “Matar um homem, cada manhã para o café matinal”. Os notáveis da turbulenta cidade tinham na ocasião, importado os melhores Comissários de Paz do Oeste, sete eram eles. O mais famoso dos quais, depois de Earp, foi Bat Masterson.   
 
Corral Estacado – Recinto feito com estacas aproximadas, enterradas ao terreno e amarradas entre elas, com fios de ferro. Era usado principalmente para manter cavalos selvagens.
 
Corrida ao Ouro – Após a epopéia da fronteira e a emigração para os territórios do Oeste, a clamorosa descoberta de ouro na Califórnia abriu na já confusa sociedade Americana, ainda em fase de adaptação, um novo capitulo de história rica de esperança e aventura. A chamada “Febre de Ouro” não era uma etiqueta sugestiva e ao mesmo tempo gratuita, mas um fenômeno social que caracterizou fortemente o vulto da época no qual o povo Americano o inseriu em sua História. Enquanto continuava a Guerra de Secessão, a Califórnia continuava a ser uma vantajosa indústria de ouro, mesmo se a quantidade do metal encontrado ia gradativamente diminuindo dos 81.000.000 em 1852, para 45.000.000 em 1860. O ouro descoberto por acaso em 1848 no riacho que alimentava um moinho, por James Marshall em Sacramento, tinha o tamanho de uma pêra. Quando a notícia se espalhou pelo mundo, atraiu em poucos anos para a zona uma quantidade enorme de aventureiros (mais de 100.000) de todas as partes do mundo, convencidos no enriquecimento rápido, porém a realidade foi bem diferente. Mas as grandes fortunas não eram somente dos garimpeiros, quanto dos mercadores especuladores; uma dúzia de ovos chegou ao preço de 36 dólares e as batatas custavam 3 dólares o quilo. A ausência de mulheres na Califórnia durante a Febre do Ouro faz sim que nos jornais do Oeste aparecessem continuamente anúncios matrimoniais dos garimpeiros. Nevada City, uma das tantas improvisadas, pitorescas e turbulentas “Cidade do Ouro”. A área das mineiras alargou-se, no decênio de 1850 a 1860, da faixa costeira para os vales interiores. Subiam-se os rios, construíam-se as primeiras Ferrovias o País vilarejos como Stockton e Sacramento se transformaram em verdadeiras e próprias cidades. Jogadores profissionais, ladrões, bandidos são os personagens que povoam as histórias e as lendas das “Cidades de Ouro”. Entre 1849 e 1856 as crônicas registraram em Califórnia mais de 1.000 homicídios, num só caso o assassino foi preso e legalmente punido. Outra grande praga era o jogo de azar; jogava-se em cada esquina das ruas, praças ou “saloons”, com uma aposta nunca inferior a 5 dólares. Ficou famoso um jogo de cartas, no qual foram perdidos mais de 20.000 dólares. Dizia-se que o jogo de azar era a maior indústria da Cidade do Ouro. Após o término das jazidas da Califórnia, os garimpeiros transferiram-se para Nevada e Colorado. A última grande corrida ao ouro deu-se em Dakota do Sul entre 1874 e 1875.    
 
Cougar – (Puma). Na língua dos índios Quíchua, que é uma das línguas oficiais do Peru e foi também a língua dos Incas. É também conhecido como Leão da Montanha e vários outros nomes (mais de 40 e alguns deles, muitas vezes usados apenas a nível regional); é um carnívoro pertencente à família Felídea e estão presentes no Norte, Centro e América do Sul. No Brasil, o puma é chamado de Onça Parda ou Suçuarana que vem da língua Tupi.
 
Couro – Pele de animal, sem pêlos e curtida, repetidamente engordurada, encharcada em óleo e colorida. O couro era no Oeste e em modo especial para os cowboys, a matéria prima mais usada. As diversas espécies de couro diferenciavam-se segundo a pele usada (pele de boi, de novilho, de porco, de cabra, de ovelha, de cavalo, de cachorro, de répteis, de peixe). A Arte refinada de tratar o couro era passada pelos índios aos caçadores de peles, e destes aos cowboys; e cada um deles tinha a sua própria receita, que ficou famosa em todo o mundo.
 
Couro Trançado – A Arte de entrelaçar tiras de couro ou pele crua é uma das mais antigas do homem, encontrada já na Era Neolítica, antes até que se entrelaçassem fibras vegetais; ou seja, uma Arte que podemos considerar ascendente da atual tecedura. E o cowboy era muito bom nessa Arte, transmitida pelos índios.
 
Coyote – Os índios consideravam o coyote um animal esperto e corajoso. Eles tinham razão, pois contrariamente a que alguns dizem, o coyote também chamado de “Lobo das Pradarias” ou “Lobo que Late”, não é nem medroso ou velhaco. Se for atacado quando traz consigo os filhotes, combate o adversário e não hesita em sacrificar-se, para salvar a sua prole. Muitas tribos os veneravam e respeitavam. Certos índios das planícies os caçavam por sua pele, com as quais faziam aljavas. Outros se nutriam com a sua carne, como os Apaches, que por esse exato motivo, eram chamados também de “Coyoteros”.
 
Coyotero-Apaches – (“Garroteros” = Homens da Clava. “Coyoteros” = Comedores de Coyotes). Tribo dos Apaches residentes no norte do Arizona, nas White Mountains, ao norte do Gila River, que em 1864 combateram os brancos, por um breve período, pois o coronel dos USA, King S. Woolsey tinha matado o cacique deles, “Par-a-muck-a” e em seguida a tribo foi transferida em 1871 para a Reserva Bosque Redondo em New Mexico, subtribo: Apaches Tonto.  
 
Cowboy – Essa palavra apareceu pela primeira vez após 1.000 DC, nas fazendas da Irlanda e chegou por volta de 1604 com os prisioneiros de guerra Irlandeses deportados por Oliver Cromwell em Nova Inglaterra, onde os pastores, vestidos com jaquetas e capotes de pele, que em 1655 levaram uma boiada de Springfield até Boston, e chamavam-se já Cowboys. Após 1750 essa palavra foi usada para os acompanhadores de boiadas em Virginia, Carolina e Geórgia. Mas somente nos anos turbulentos que precederam a fundação e a guerra de Independência da República Texana (1830/1863) viram-se homens especializados segundo o modelo do “Vaquero” Mexicano. As enormes boiadas de Longhorns selvagens foram declaradas oficialmente pelo governo Texano como propriedade pública, mesmo com a pouca necessidade de carne durante aquela época. Existia somente um pequeno comércio de peles, chifres, ferraduras para os cavalos e ossos para fazer cola e sebo de bovino para a feitura de velas, além de crinas para a confecção de travesseiros. A localidade originária para o comércio de peles e sebo era a Califórnia; por esse motivo a pele de bovino era chamada de “A cédula Californiana”. O tempo heróico do cowboy Americano iniciou-se ao fim da Guerra de Secessão (1865), porque após a devastação dela, a necessidade de carne e pele expandiu-se rapidamente. Lá o cowboy Americano transformou-se no personagem mais emblemático dos mitos Nacional. Essa época terminou quando a Ferrovia fez desaparecer o temor pelo Oeste selvagem, e levou milhões de colonos para ele, onde tomaram posse das terras e as delimitaram. Durante aquela geração (por volta de 30 anos), o cowboy transformou-se em “Homo Americanus”, aquele tipo de homem que antes e depois nunca mais existiu. A causa disso foi o “Código de Honra” do cavaleiro baseado em leis naturais, ao qual o cowboy submetia-se voluntariamente. Dinheiro e sucesso, as duas coisas mais importantes para os Americanos, não lhe interessava, mas honra, estima por si próprio, cuidado com os outros e a dignidade para ele, era o tudo. Esse Código de Honra voluntário não permitia uma submissão a uma pessoa mais importante. Por esse motivo a sociedade dos cowboys era uma democracia perfeita, eles viviam do plebiscito cotidiano dos homens, que reconheciam somente a obra pessoal e a força do caráter. A soberba arrogância dos cavaleiros, por exemplo, não permitia a luta com os punhos, mas preferia o modo ritual do duelo leal, com seu revólver. O cowboy foi o verdadeiro “Aristocrático Americano”, que personificava uma espécie de “Cavaleiro do Colt” nômade, que olhava do alto para baixo os “Homens a Pé” e que rejeitava rigorosamente outro trabalho que não fosse o seu. Pó esse motivo, garimpeiros, agricultores, operários de Ferrovias e caçadores de bisontes, não eram nunca verdadeiros cowboys. Quando a Era dos pastos livres e do cavaleiro nômade acabou (que teve a duração de mais ou menos 30 anos) por causa do rápido progresso da revolução técnica, muitos cowboys preferiram tornar-se “Bandidos Livres”, do que submeter-se a nova Era dos Negócios. Ele não roubava para ser rico com obtido, mas para “Jogar com a Vida” e acabar como era justo, para um homem livre a cavalo. Não conheciam o medo da Morte, porque “É mais importante como um vive, que quanto um vive”. Os Westerns de Hollywood e muitos escritores de “historinhas” de todo o mundo, nunca entenderam bem os cowboys Americanos, porque os fazem aparecer como homens desordeiros e sempre em busca de riquezas, coisas essas que os verdadeiros Cowboys desprezavam. Ainda hoje, na Era Industrial do medo, do fracasso, da velhice e da morte, o cowboy é símbolo da Eterna Juventude e a confronto com o “Tio Sam”, símbolo do Pragmatismo, ele é a figura simbólica do Idealismo. H. L. Davis, escritor de contos sobre o West, reassume tudo isso em “Old Man Isbell”: “...ele viveu seus oitenta e cinco anos através de uma estória maravilhosa, muito mais que qualquer outro homem; a Guerra Civil, as Campanhas Indígenas no Oeste, a Era das mineiras, o Império do Gado, as Guerras entre os grandes Pecuaristas, enfim a mudança de um País e do seu povo com uma rapidez e decisão, jamais conhecidas antes. A transformação, enfim, de uma Nação. Mas não viveu de espectador, não. Viveu cada ato ou fato e empenhou-se pessoalmente”.     
 
Cow Bunny – Nome sarcástico dado para uma mulher, esposa ou amiga de um cowboy.  
 
Cowman – Também “Cattleman”. Rancher que cria e vende bovinos. Ainda hoje em Texas o “Cowman” é símbolo de estatus com descendência aristocrática Texana. Exemplos são: o Presidente L. B. Johnson e Denton Cooley, pois possuíam Ranchs, como “Cowman”.  
 
Cowpuncher – “Tange as Vacas” – Cowboy ou outra pessoa, que tangia bovinos com longas varas. Esse nome e sua variação “Cowpoke” eram usados nas línguas do norte, e a s ferrovias faziam parte normal do ambiente.
Cravo de Ouro – Lincoln, em 1 de julho de 1862, assinou o ato que dava início a Ferrovia do Pacífico. Duas foram as sociedades escolhidas: a Union Pacific, que partiria suas obras do Leste e a Central Pacific, partindo do Oeste. A cerimônia do cravo de ouro, com o qual foi inserido o último dormente, sinalizou o fim da construção da primeira Ferrovia Transcontinental Americana, sete anos após. A Promontory Point, na parte setentrional do Grande Lago Salgado, encontraram-se duas locomotivas da Central Paccific e da Union Pacific. A Union Pacific construiu 1810 quilômetros da estrada férrea (com seus operários Irlandeses, que vieram de New York e da Irlanda), a Central Pacific 1148 quilômetros (com seus operários Chineses, que vieram de San Francisco e da China). Em 1835 existiam 1800 quilômetros de ferrovia e em 1860, 50.000 quilômetros; apesar dos 20.000 homens, o trabalho era lento e conseguiam colocar somente quatro quilômetros de trilhos ao dia. No local da cerimônia, lia-se uma inscrição que dizia: “Senhor, mantenha a unidade desse País, como essa ferrovia une os dois grandes oceanos do mundo”. O primeiro trem da Califórnia chegou a New York em 29 de julho de 1869, após seis dias e meio de viagem. Foi acolhido por uma grande multidão festiva. As companhias construtoras das ferrovias do Oeste organizaram grandes campanhas para favorecer a emigração para os vastos territórios, já atravessados pelos trilhos. O aumentar das populações, com o desenvolvimento do comércio, das indústrias e de tudo envolvido, era uma condição essencial para a existência das ferrovias. Para atrair emigrantes de todas as partes do mundo, a Central e a Union Pacific, vendem com grandes facilidades de pagamento, os terrenos do percurso delas e organizavam caravanas de emigrantes, a preço extremamente baixo. Assim foram habitando as planícies do norte e a inteira zona entre o Oceano Pacífico e o Missouri. Nascem no Oeste numerosas colônias de Europeus. O Minnesota, por exemplo, foi invadido pelos Escandinavos, o Wysconsin pelos Alemães. Com o tempo, essas colônias fundiram-se com a população Americana, mesmo mantendo vivas algumas tradições dos Países de origem.     
 
Crazy Horse – Foi um dos maiores e misteriosos, entre os grandes caciques dos índios Sioux. Parece que ele recebeu esse nome (Cavalo Louco) porque, no momento de seu nascimento (1840), um cavalo totalmente descontrolado, atravessou a galope o centro de sua aldeia. Outros sustentam a tese que o seu nome foi digamos “transformado” pelos brancos e que eles o chamavam na realidade de “His Horse is Crazy” (O seu cavalo é louco). Era chamado pelo seu próprio povo de “O Estrangeiro”, pois tinha a pele clara. Desde a mais tenra idade, Crazy Horse desconfiava dos brancos, que tinha encontrado pela primeira vez, durante uma visita feita ao Fortt Laramie, em Wyoming. Em seguida sofreu por inumeráveis vezes a injustiça dos brancos. Uniu-se a “Sitting Bull” (Touro Sentado) quando esse divulgou sendo a guerra o único modo para libertarem-se daqueles que apesar dos tratados assinados, tinham vindo estabelecerem-se nas Black Hills, onde tinha sido descoberto o ouro. Em 25 de junho de 1876, participou da batalha de Little Big Horn, que conferiu a derrota do poderoso general George Armstrong Custer, morto em combate com todos seus soldados da VII Cavalaria. Logo após essa batalha, foi perseguido pelo brigadeiro general Ronald Sliddell Mackenzie, que comandava 1.400 soldados da IV Cavalaria e munido de uma potente Artilharia, foi feito prisioneiro em 1877 e cruelmente assassinado por uma sentinela, que sustentava tê-lo visto tentando fugir em 7 de setembro daquele mesmo ano. Crazy Horse foi conduzido à sepultura, por poucos amigos e o local de sua tumba continua quase que misterioso.      
 
Crease – (Dobrar). Método difícil e brutal usado nos primeiros anos de captura dos Mustangs; “anestesiava-se” o cavalo, atirando-lhe de curta distância com o revólver, uma bala a certo ponto da nuca. O choque do ricochete perto da coluna vertebral, provocava uma anestesia de breve duração, o qual permitia ao cowboy de amarrar o animal selvagem. Se o cavalo escapava do cowboy, ele então como última possibilidade, procurava “dobrar” o animal, quase sempre causando a morte imediata ao Mustang.  
 
Creek Oil – A primeira torre petrolífera do mundo surgiu no Oeste, em 1859 em Oil Creeck na Pennsylvania. O sistema de sondagem substituiu brevemente aquele do simples “escavar poços”. A idéia de Edwin Drake, um ex-maquinista de ferrovia, com o serralheiro William Smith, o único que decidiu dividir esse projeto. Deste primeiro sucesso, surgirá em poucos anos a gigantesca indústria do petróleo. A “Corrida ao ouro negro”, iniciada em 1859 foi pontuada por episódios dramáticos e pitorescos, recordado por alguns aspectos peculiares a grande “Febre do ouro”, que aconteceu na California.   
 
Creeks – Todas as chamadas tribos “Muskhogees” do antigo Alabama; o nome é derivado do atual Ocmulgee River, que originalmente era chamado de Ocheese Creek River. Foram uma tribo importante que tomou o nome do Ocheese Creek River. Eles atacaram os primeiros colonos Ingleses que viviam na Carolina e mais tarde, foram seus aliados e combateram os Franceses e Espanhóis. Eram altivos e arrogantes; muito corajosos em combates, não desprezavam as decorações e os ornamentos. Amavam a música que interpretavam com habilidade e eram excelentes no célebre jogo “Lacrosse”. Sua estatura era imponente e suas mulheres tinham a fama de serem altas e robustas.
 
Creeks War – Uma vez que os Ingleses conquistaram o Canadá, os Franceses perderam muito de sua potência e os Espanhóis deixando a Florida, as “Cinco Tribos Civis”: os Cherokees, os Choctows, os Chicasaws, os Creeks e os Seminoles, entenderam que uma aliança com os Britânicos, seria interessante. Os Creecks reforçaram a Confederação, impondo sobre os Cherokees e os Chocctows. Quando as colônias se rebelaram a Inglaterra, Os Creeks lutaram ao lado dos Ingleses, pois haviam assinado um tratado e queriam respeitá-lo. Porém a Coroa abandonou a todos e os territórios ao sul do Canadá e os índios tiveram que enfrentar homens enérgicos que pensavam somente a desfrutar as terras que tinham ocupado. Por isso, nas regiões do nordeste, o cacique “Tecumseh”, tentou reunir algumas tribos, porém os Cherokees e os Choctows negaram em pegar armas e os Creeks, também não quiseram a aliança com Tecumseh. Começaram então as violentas guerras na fronteira da Florida. Os Creeks dividiram-se em duas facções, da qual uma os “Red Sticks”, permaneceu fiel aos Ingleses e a outra, sob o comando do cacique “Coweta William Macintosh”, aliou-se aos Americanos. Na primavera de 1814, em Horseshoe Bend, no Tallapoosa River, eles derrotaram os Red Sticks. Nos últimos dias daquele ano foi concluída uma negociação segundo a qual os Creeks receberiam do Governo Americano 5.000.000 de acres de terreno. Alguns grupos, porém não estavam de acordo e uniram-se aos Seminoles, na Florida, prontos a combater os Americanos, quando fosse o momento exato sob o comando do cacique Osceola.
 
Crianças – As crianças brancas raptadas eram adotadas e inciavam o aprendizado dos costumes dos índios. Algumas delas transformaram-se em caciques poderosos, estimados por seus guerreiros. Quando homens e mulheres não eram escolhidos como escravos ou companheiros após um ataque indígena, eram condenados a morte e seu sofrimento durava pelo menos um dia inteiro. As vítimas eram convidadas a festejar juntos aos seus torturadores, sob as fortes ameaças. Junto aos índios Nachez, os condenados a morte deviam dançar e cantar por três dias e três noites seguidamente, depois eram escalpelados, eram pendurados nus em armações rústicas de madeira, chicoteados e finalmente queimados vivos. As crianças índias eram chamadas de: “Papooses”, esse nome foi dado, erroneamente pelos brancos para as crianças índias. O ermo de fato, em dialeto “Narganset”, indicava o pai: desde quando eram pequenas as crianças chamavam o pai de “Papu”. Após a chegada do homem branco, os Nargansets adicionaram a terminação: “se”. Essa expressão, deformada pelos recém-chegados, tornou-se Papoose e indicava as crianças índias em geral. Junto aos índios, os recém-nascidos, passavam longas horas em berços com formas diversas e construídos com materiais, segundo a região, onde a tribo se encontrava.    
 
Crockett, Davy – Se bem que uma canção antiga diga: “Domou um urso quando tinha somente três anos” e a lenda popular atribui-lhe muitas outras incríveis aventuras, Davy Crockett foi simplesmente um personagem real. Nasceu em 1786 em Tennessee, foi um dos mais famosos “Homens da Fronteira” e após ter combatido índios e já coronel e de ser até membro do Congresso, em 1836 viu-se defendendo a Independência do Texas e morreu bravamente, ao cerco do Fort Álamo.  
 
Cross Draw – Revolver que pendia ao lado esquerdo da mão direita ou vice-versa, esse modo de portar uma arma ficou bem conhecida por causa de Wild Bill Hickok, que levava sempre na cintura e não nos coldres, 2 revólveres com as empunhaduras viradas para frente. Com um pouco de exercício o Cross Draw era a maneira mais segura e rápida de extrair um revólver e disparar velozmente.  
 
  
Cross Hobble – Significava amarrar as patas anteriores a um cavalo, de maneira que o animal apenas caminhe “mancando”. Durante o chamado Cross Hobble, amarrava-se o tornozelo anterior com a perna posterior da mesma parte.
 
Cuartelejo – Subgrupo dos Apaches ocidentais nos primeiros tempos do domínio Espanhol, que mais tarde formaria juntamente com os Apaches Faraones, a tribo dos Mescaleros.
 
Cushman, Pauline – Sejam Nortistas ou Sulistas, numerosas foram as mulheres empregadas nos serviços de espionagem. Pauline Cushman, uma atriz que as autoridades Nortistas “acusaram” por ser simpatizante a causa Sulista, foi acolhida pela Confederação, tornando-se uma espiã e envia por um longo período valiosas informações aos Nortistas, até quando foi descoberta e presa.  
 
Custer – George Armstrong Custer (1839/1876) apesar de ser descrito em inúmeros livros de história Americana e pelo Exército dos USA ainda hoje chamado de “General”, Custer nunca foi general, nem comandante do Sétimo Regimento de Cavalaria em sua vida. Após a Guerra Civil, quando a maioria das tropas foi dispensada, recebeu o grau de capitão do Quinto Regimento de Cavalaria. Ele ingressou como tenente no Sétimo Regimento em Fort Riley, em Kansas. Como contra ele foram tomadas algumas providências disciplinares, foi colocado sob a tutela do major John W. Davidson, do Segundo Regimento de Cavalaria. O comandante do Sétimo Regimento foi o coronel Andrew J. Smith. Somente em 26 de março de 1876, Custer recebeu a incumbência do major general Hancock que comandava o Departamento da Pradaria Missouri, como major pelo comando provisório do Sétimo Regimento de Cavalaria e segundo a ordem do dia: “Somente pela duração da Expedição contra os Sioux”. Durante ela, Custer escreveu: “A nossa viagem transcorre em meio a flores selvagens, coloridas e com perfumes maravilhosos”. E durante a Expedição foi encontrado ouro nas Colinas Negras. Após o término da missão, Custer deveria deixar o posto; como estava ainda em processo disciplinar, o qual ameaçava acabar com sua carreira militar, como oficial, ele não obedeceu à ordem de sue general (Terry) superior de retirar-se quando aparecesse o inimigo e esperar reforços, e atacou as forças unidas das tribos Sioux, Cheyennes e Apaches em Little Big Horn. Era chamado de “Cabeleira Amarela” pelos índios.  
 
Custer (Little Big Horn) – Sete caciques Sioux, participaram da batalha de Little Big Horn: Granizo de Ferro, Águia Alta, Garra de Ferro, Pequeno Guerreiro, Aquele que Retorna, Carne Dessecada e Touro Sentado, comandando 3.000 valorosos guerreiros. A descoberta do ouro nas Colinas Negras provocou a chegada de garimpeiros brancos, aos milhares. De nada adiantou a proibição do governo e seus tratados com os índios. Dos cumes de suas sagradas colinas os Sioux e os Cheyennes, viram com tristeza as cidades que surgiam a cada dia. “Nunca ocupei terras pertencentes ao homem branco. Nunca cometi saques em terras do homem branco. O homem branco invadiu a minha terra e perseguiu-me. O homem branco obrigou-me a combater por meus territórios de caça. O homem branco obrigou-me a matar para evitar que ele matasse os meus amigos, as minhas mulheres e crianças”, disse Touro Sentado. Mais de uma expedição contra os índios foram expulsas com muitas perdas. Em 22 de junho de 1876 Custer, com o seu famoso Sétimo Regimento de Cavalaria, voltou ao ataque composto por três grupos de combate (Custer, Benteen e Reno – totalizando 29 oficiais e 637 soldados). Essa afronta branca concluiu-se três dias depois com a desastrosa batalha as margens do Little Big Horn River, afluente do Big Horn River entre as 16,40 e 17,35 horas. “Os soldados combatiam em pé, assim ao fim os atacamos com nossos cavalos velozes e bem descansados. Invés disso os cavalos dos soldados azuis estavam tão esfomeados que pastavam, durante o furor da batalha”, narrou após o acontecido um guerreiro Sioux. Circundados por todos os lados, Custer e seus soldados morreram ao fim de uma cruel luta corpo-a-corpo, 256 foram os soldados mortos e 54 os feridos. O cadáver de Custer não foi identificado; alguns afirmam que no dia precedente, teria cortado sua cabeleira longa e loira, depois que os índios tinham solenemente jurado em escalpelá-lo e guardarem seus cabelos, como troféu de guerra. Custer ainda é um dos personagens mais discutido da História do Velho Oeste, muitos o acusam de temeridade e de entrar naquela batalha com menosprezo. Essa batalha foi a maior e mais famosa derrota sofrida pelos USA, causada pelos índios nativos Americanos. Meses após o considerado “Massacre de Custer” em Little Big Horn, chegaram os pelotões do Exército para enterrarem os ossos dos caídos e eliminar assim as “Testemunhas da Infâmia”.       
 
Cutting Horse – Cavalo especial ensinado a separar e mandar para for a dos currais os bovinos ou novilhos. Dizia-se que esse animal possuía um instinto bovino, pois sabia já, qual o boi o cowboy queria separar do grupo. Para um bom Cutting Horse não necessitava as rédeas nem da pressão da coxa do cowboy. O cavalo sabia exatamente como devia separar o novilho da vaca e da boiada, Durante a separação dos novilhos para a marcação, somente dois cowboys “Cutting” podiam trabalhar com o gado e prestavam atenção fazendo que seus cavalos movessem devagar e com calma, para não espantar os bovinos. Parecia até que tais cavalos se divertiam, durante esse trabalho. O “Quarter Horse” geralmente era indicado como o melhor “Cutter”. Eram tão especiais, que não eram usados em nenhum outro trabalho do Ranch. 
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Atualizado em: Qua 13 Set 2017
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