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O ALFABETO DO VELHO OESTE - LETRA D

Dakota – Palavra em dialeto dos Santee = Aliado. Um dos mais importantes grupos da potente família lingüística dos Sioux. 
 
Dally – Cada cowboy do Texas, em Califórnia e em Nevada, que usava um “Lariat” de couro não curtido, era chamado de “Dally-Man”, pois amarrava uma das pontas do seu Lariat em voltas soltas entorno ao corno da sua sela, para que na os e rompesse a cada movimento brusco com o novilho. Depois da mudança do couro para a fibra em 1868, cordas mais robustas elas eram amarradas firmemente ao corno da sela. O cowboy que preferia essa técnica era chamado de o “Tie-Man” em oposição ao “Dally-Man”.
 
Dally you tongue – Expressão das gírias dos cowboys (algo como: amarre a sua língua) e significava: feche o bico.
 
Dança – Os índios dançavam em inúmeras ocasiões: pela caça, guerra, chuva cerimônias ou agradecimentos. Tambores, matracas e flautas de ossos ou caniços, eram instrumentos que acompanhavam suas danças e cantos. As danças indígenas não eram tão simples como se podia crer. Algumas eram difíceis e complicadas de se aprender. Em tempos mais remotos, homens e mulheres dançavam separados e executavam passos diferentes, seguindo o mesmo ritmo. Após a chegada dos brancos, porém, tudo foi mudado. Homens e mulheres dançavam juntos, mas somente em danças normais, durante as festas e reuniões, sendo danças religiosas ou cerimoniais conservavam sempre as danças tradicionais. Na maior parte das tribos, os homens, quando dançavam, levantavam os calcanhares e as pontas dos pés bem altos, para que batessem com força o terreno, emitindo um rumor abafado. Existiam diversos tipos de danças, cada uma com o seu ritmo diferente. Os dançarinos trocavam lentamente suas posições, enquanto que ao contrário, as mudanças de fisionomias e expressões, eram rápidas e algumas vezes violentas. Em certas danças os executores levantavam os braços, em outras salientavam suas armas, ou emitiam gritos. As mulheres, segundo a dança, moviam-se com leveza, arrastavam seus mocassims pelo terreno, saltavam ou davam pulos para frente. Em algumas tribos elas dançavam para fazer retornar da guerra, são e salvo seus maridos. Quando os índios começaram a dançar com os brancos, encontraram-se pela primeira vez dentro de um círculo, enquanto que os dançarinos moviam-se em direção ao sol, ação essa, decididamente contrária, as atitudes da sua tribo.    
 
Dança da serpente – A Dança da Chuva é mais conhecida como a “Snake Dance”. Essa dança até hoje é executada, nos primeiros dias de março, em Arizona, e, sobretudo em Shogopowhi. Os “Hopis” admitem também visitantes estrangeiros, exigindo deles o silêncio total e o não uso de gravadores, filmadoras, máquinas fotográficas, nem celulares. Pois se trata não de uma atração turística e sim de uma cerimônia religiosa. Enquanto 60 dançarinos se preparam no “Kiva”, uma espécie de local sagrado, os visitantes tomam seus lugares nos tetos das habitações circunstantes, perto está uma pequena cabana na qual contém um cesto cheio de serpentes, entre elas as temíveis cascavéis. Avançam primeiramente 30 dançarinos pintados de branco, os Dançadores-Antílopes, que formam um semicírculo e cantam uma estranha melodia.  Aproximam-se deles, 30 dançarinos pintados de escuro, que agitam suas matracas. Trata-se dos Dançadores-Bisontes, que se dividem em quinze duplas; cada dançarino colocasse de frente ao outro que segura em seu ombro. Aquele que precede, aproxima-se da cabana, enfia sua mão no cesto dos répteis e pega um e coloca em sua própria boca. As 15 duplas avançam com um ritmo regular formando um enorme círculo. Os dançarinos que estão atrás de seu companheiro atormentam as serpentes com penas, enquanto as matracas emitem seus sons característicos, agitadas por todos os componentes do ritual. Tudo isso dura uma hora. Passado esse tempo, os dançarinos param e colocam ao centro de um círculo traçado no chão, as serpentes que se afastam em várias direções. Elas são recolhidas por 4 duplas de Dançadores-Bisontes que as seguram e avançando em direção dos quatro pontos cardeais, chegando a saída do vilarejo, deixam-nas livres. Essa dança serve para implorar ao “Grande Espírito” para que seja concedida a chuva indispensável, para a abundante colheita.  
Dança do amor – A chamada “Dança do Amor dos Catamounts”, era a mais barulhenta e espalhafatosa dança dos cowboys. Quanto à referência simbólica ao nome “Catamount”, deve-se a uma anedota típica da vida Texana que significava mais ou menos a “Cavalgada do Gato Selvagem”, ou seja: parece que em 1867 o cowboy Andy Carmichael, tendo que pagar uma aposta perdida, teve que montar na garupa de um gato selvagem e a partir daquele dia, ele foi chamado de “Catamount-Andy”.
 
Dança do sol – Dança de cerimônia que os índios das tribos do norte das pradarias e mais uma dúzia de outras tribos, executavam, com a duração de 8 dias, ao fim da primavera e início do verão. O perímetro do campo simbolizava o horizonte e o universo e a grande tenda ao centro, a terra. O governo dos USA tinha proibido essa dança por algum tempo, em consideração pelas mutilações, que as acompanhavam, mas voltou a liberá-las e ainda hoje é ainda celebrada por algumas tribos.
Danças místicas – Uma dança, célebre foi a terrível “Ghost Dance”. Ela surgiu pela primeira vez em 1888. Um jovem índio, Jack Wilson, cujo nome indígena era Wowoka, que trabalhava num Ranch em Nevada, um dia foi acamado com febre. Ele disse que o “Grande Espírito” tinha lhe aparecido e declarado que os índios, então prisioneiros em Reservas, encontrariam a liberdade e suas terras novamente, se dançassem, invocando-o. Essa profecia foi divulgada “num piscar de olhos”. “Siting Bull”, o grande cacique e “Shaman”, aproveitou-se para criar um grande movimento ao qual se uniram todos os Sioux Dakotas. Os guerreiros e as squaws formaram grandes círculos e dançavam até quando entravam em transe, e caiam ao solo, possuídos e cansados. Um verdadeiro vento de revolta assoprou, quando em 15 de dezembro de 1890, Sitting Bull foi morto e quando os soldados massacraram em Wounded Knee, na Reserva Pineridge, os índios que pacificamente se entregavam. Seguindo esses horrores, a “Ghost Dance” foi proibida, mas, por certo período, algumas tribos continuaram a celebrá-la secretamente. Entre as principais danças executadas pelas tribos indígenas, são recordadas: a “Buffalo Dance”, a “Calumet Dance”, a “Green Corn Dance”, a “Medicine Dance”, a “Scalp Dance” e a Sun Dance”. Durante as quais os índios enfiavam em seus peitos, ganchos de ferro ou osso, unidos a longas cordas e permaneciam suspensos da terra por várias horas, apenas sustentados por tais objetos. Essa dança reconstruída de um modo perfeito aparece no filme western “Um Homem chamado Cavalo”. É curioso observar como algumas crenças indígenas assemelham-se a algumas estórias dos brancos. Essa, por exemplo: “Um índio navegava em sua canoa, quando foi surpreendido pela chuva. Ela durou tantas luas como hoje se formam quarenta dias. No quadragésimo primeiro dia, finalmente, surgiu o sol, então ele dispensou seu remo, pegou uma lontra que estava no fundo da embarcação e deu-lhe a liberdade. O animal afastou-se, chegou à margem e voltou-se para ele, trazendo em sua boca um líquen.  
Danças sacras – Em muitas circunstâncias o índio rendia homenagem ao Grande Espírito. Ele usava pedir, seja isoladamente que em grupo, a sua ajuda e o seu apoio, ou então fazia sacrifícios para obter a sua graça. Isso acontecia, sobretudo para a iniciação de alguns noviços, pela partida para a caça ou para a celebração de vitórias ou de funerais. Tais cerimônias eram numerosas e variavam de tribo para tribo. Eram caracterizadas por cantos e danças que chegavam ao êxtase, como no caso da “Ghost Dance”, que precedia a batalhas sangrentas.   
Dance give way- Usança cultural dos índios Comanches. Quando um jovem guerreiro voltava de sua primeira incumbência, seu pai organizava para ele essa dança. Naquela ocasião cada membro da família ornamentava-se com tudo o que pertencia à família e os ouros dançarinos tinham o direito de levar tais objetos e conservá-los. Em tais danças uma família podia também recolocar todos os seus bens, mas isso demonstrava ao mundo quanto pouco valesse a propriedade e quanto importante fosse os deveres do homem. Retornando da dança o jovem tornava-se um adulto honrado que prometia de ser corajoso, honesto, cortês e leal diante a sua tribo.  
 
Dandy – O cowboy trabalhava duramente, tinha pouco tempo para cuidar do próprio corpo e muito menos dinheiro para vestir-se bem. Chamava então arrogantemente “Dandy”, cada homem que dedicava um cuidado especial ao seu corpo e ao modo de vestir.  
Danglers – Pequenos ornamentos metálicos em forma de pêra que o cowboy pendurava em suas esporas nos dias festivos e que soavam quando as botas se moviam. Por isso eram também chamados de “Jingle Bobs”.
 
Davis Jefferson – Foi um aristocrata Sulista, nascido em 1808 numa cabana de troncos em Kentucky, de uma família de pioneiros. Ex-coronel, em 1861 será o Presidente dos Estados Confederados do Sul e o organizador geral do Exército Sulista.
 
Day herd – Com o termo “Boiada Diurna”, aludia-se geralmente, no Round Up da primavera, aquela boiada composta por reses selecionadas, que eram mescladas a aquelas devidamente marcadas, do vizinho. À noite, ou eram deixadas nos pastos dele, ou eram recolhidas quando o verdadeiro dono as vinha recolher.   
 
Day herding – O “Cowboy do Pastoreio Diurno”, no Round Up, cuidava daquela boiada que era selecionada para a venda. Durante a transferência da boiada, a sua missão era a de cuidar dos animais mais cansados que ficavam para trás, repousando alguns dias.
 
Day wrangler – Cowboy a cavalo que durante o Round Up e as transferências de boiadas, ocupava-se exclusivamente da “Remuda” dos cavalos. Se os grupos de cowboys eram muitos os cavalos de reserva, existia então um “Day Wrangler” para a vigilância dos animais e um “Night Wrangler” para a vigilância noturna.
 
De boca boa – Um cavalo que reagia ao simples e menor toque do bridão (freio da boca do animal), contrariamente ao cavalo de “Boca Dura”.
 
De la vuelta – Frase Espanhola, que designava a ação de envolver em volta ao corno da sela à ponta da corda, quando era preciso derrubar outro animal. Os cowboys a transformaram em “Dolly Weltter” e depois em “Dolly ou Dally”.  
 
Delaware – Tribo dos Algonkins, que se definia: “Lenape” = Nós, o Povo. Sujeitos aos potentes Iroqueses habitaram, até o fim de 1770, uma região delimitada pelos atuais Estados de New Jersey, Pennsylvania oriental e Delaware. Ao fim de 1770, transferiram-se para Miami, Florida e mais tarde estabeleceram-se em Missouri e Ontário. Sua maioria em 1867 fixou-se em Oklahoma, onde continuam vivendo na Reserva dos Wichitas. Os Delawares lutaram nas guerras indianas. Após a Guerra Civil Americana, muitos generais do Exército dos USA, usou-os como leais exploradores.
 
Dentistas – “Um ambulatório dentário na “Rainha das Cidades dos Bovinos”, rendia mais que um saloon”. Escreveu o dentista de Dodge City Frank D. Lexington, que tinha o seu na Dodge-House. Com o duro trabalho dos cowboys cuidando de animais, era difícil que não se encontrasse alguém com dentes quebrados. O ambulatório dentário ficava aberto 12 horas ao dia e estava sempre lotado. Extrair um dente custava cinco dólares, um tratamento de canal dez dólares, se por acaso era extraído um dente são, ele não era ressarcido. Quando o Dr. John Holliday colocou pela primeira vez os pés em Dodge City, em 8 de junho de 1878, quis entrar em concorrência com o Dr. Lexington. Fez publicar o seguinte anúncio no “Dodge City Times” de 8 de junho de 1878: “J. H. Holliday, dentista, oferece muito respeitosamente a sua assistência aos cidadãos de Dodge City e vizinhança, durante o verão. Ambulatório no apartamento #24 da Dodge-House. Quem não estiver satisfeito, receberá o seu dinheiro de volta”. Uma breve notícia em 19 de agosto de 1878, no mesmo jornal dizia: “J. H. Holliday, dentista, deixou hoje a cidade, depois que em dois meses de permanência por aqui, não conseguiu entrar em concorrência com o Dr. Lexington. Contrariamente ao Dr. Lexington, o qual possui um ótimo equipamento, o Dr. Holliday possuía somente uma cadeira em seu ambulatório; como equipamento somente um velho alicate para consertar armas de fogo e recebia seus clientes sempre embriagado, até quando deixaram de visitá-lo”.
 
Denver – A cidade, fundada em 1858, teve um imenso desenvolvimento quando da “Corrida ao Ouro”, em Colorado, transformando-se no centro econômico e comercial, para a qual eram direcionadas imensas riquezas da região. Quando a veia aurífera acabou, Denver sinalizou um intenso declínio que foi bloqueado somente em 1890, ano o qual ela foi interligada a uma importante linha ferroviária.
 
Derringer – Pequeno revólver (ou pistola) de cano curto e de grosso calibre. O seu surgimento no mercado Americano, deu-se em 1848, como revólver de percussão, avancarga, de um só tiro, cujo inventor foi Henry Derringer um daqueles alemães estabelecidos em Pennsylvania. Tornou-se rapidamente popular em toda a América e após 1860 foi modificado como arma de retrocarga. O nome do armeiro alemão era assim familiar que esse revólver pequeno de um ou mais tiros, cano dobrável, foi chamado simplesmente “Derringer”, mesmo quando foram produzidos novos modelos por outras fábricas, como os revólveres com dois tiros de Starr Sharps. O efeito dessas armas era em breve distância (de 2 a 10 metros) devastador; do momento que tanto uma bala como os chumbinhos do cartucho eram fabricados com chumbo macio e no impacto com o corpo eles se deformavam até tornarem-se duas ou três vezes mais grossos. Mesmo quando não eram atingidas partes vitais do corpo, a gordura vegetal das quais eram passadas nas munições, causavam geralmente envenenamento do sangue, febre traumática e rigidez cadavérica. Os primeiros a introduzir essas armas no Velho Oeste, foram os jogadores profissionais “Gamblert Guns” (Armas de Jogadores), mas depois, havendo a proibição do porte de armas em algumas cidades, os cowboys também as procuraram, por seu porte insignificante. Nenhuns desses minúsculos revólveres faziam centro com muita precisão. Uma lata de conserva podia ser o alvo seguro somente a distância de três ou cinco metros.   
Destilação – Muitos colonos os destilavam mesmos o seu próprio “Brandy” feito com milho e cevada. Produzindo muito mais do que consumiam, os irmãos Tilford, de Blanco Canyon, tornaram-se famosos no Oeste. Os descendentes dos Tilford estão ainda nos negócios, produzindo seus produtos são conhecidos na Terra dos Novilhos, sob a chancela: “Park & Tilford”.    
 
Determinação da idade – 1 – A idade do cavalo é reconhecida com a ajuda da troca dos dentes, que começa há 2 anos e meio e acaba aos 5 anos, e com o canino, o apelidado “Feijão”, que sobre a superfície de atrito mostra uma depressão escura e com isso pode-se definir a idade até os 9 anos. Após, a definição da idade do cavalo é incerta. 2 – O cowboy prático determinava a idade dos bovinos olhando os dentes da mandíbula inferior e também com a ajuda com os tamanhos de seus chifres. Até a idade de 2 anos o novilho troca 3 vezes sua dentição, há 5 anos a dentição definitiva já está completa. Do terceiro ano e após os chifres formam cada ano um anel bem visível. O primeiro anel conta 3 anos, cada anel a mais se refere há um ano. Um novilho com 10 anos terá então 7 anéis no chifre.   
 
Dimsdale – Thomas Josish nasceu em 1831 em Thirlsby, Inglaterra do Norte, morreu em 22 de setembro de 1866. Estudou Teologia em Oxford e emigrou para o Canadá em 1852. Em Milbrook, Ontário, ficou doente por tuberculose. Procurando um clima mais saudável, estabeleceu-se em Virginia City, Montana, em 1863. Durante o inverno de 1863/64, lecionou em uma escola particular. Foi o primeiro redator chefe do “Montana Post” e em 26 de maio de 1864, o governador do território, o nomeou como o primeiro Superintendente da Instrução Pública. Depois escreveu uma série de artigos intitulados “Vigilants of Montana”, que foram publicados em 28 de agosto de 1865. A publicação em volume foi em 1866 e foi o primeiro livro de Montana. Por mais de 100 anos o seu livro consta entre óperas clássicas, narrando sobre os Vigilantes e linchagens, como método de justiça aplicado no antigo Velho Oeste dos USA.    
 
Dizeres da sela – Expressão dos cowboys, usada para: “Eu ouvi dizer”.
 
Dodge City – A “Rainha das Cidades dos Bovinos”, a excitante “Babilônia Bíblica das Pradarias”, a “Cidade dos seis Tiros”, o “Inferno das Planícies”, era a cidade no condado de Fort Kansas, na qual “Existia um Saloon para cada 50 habitantes”. Em seus salões de dança ao grito de “Mãos ao Alto”, ressoava tanto quanto aquele “Abaixe as Mãos”. Em Dodge City existiam somente duas casas fechadas, a prisão e a igreja, e não se passava um dia sem um grande tiroteio. Podia-se encontrar de tudo nela; equipamentos completos para caçadores de bisontes, feiras para a diversão dos cowboys, outros para os soldados, e roletas para os aventureiros. “Era a cidade na qual o Selvagem Oeste queimava em sua maior chama”. Originariamente, Fort Dodge foi construído no meio do caminho entre o Missouri e Santa Fé, para ser o escudo da artéria comercial de Santa Fé, mas depois se tornou o centro operacional para as expedições punitivas do Exército dos USA contra os índios; mais tarde foi a base para a caça aos bisontes. Somente depois, surgiram os binários da Ferrovia Atchinson-Topeka-Santa Fé, a Cidade dos Bovinos. Em 1872 os trilhos chegaram a Dodge City. Geralmente, num só dia, eram carregadas 40.000 peles de bisontes. Em 1875 Doc Barton trouxe os primeiros 2.000 Longhorns, ma somente em 1875 teve início a Era de Ouro dos Cowboys e trouxeram 180.000 Longhorns do Texas para o mercado local. Em 1876 eram já 322.000, em 1885 eram 201.471. O ano de 1886 sinalizou o fim das grandes boiadas. A partir de 1879 a Ferrovia havia transportado para a região uma imensa multidão de pequenos colonos, os quais segundo as Leis para os colonos pretendiam terras do Governo ainda livres em volta a cidade, para plantar. Enquanto nos Estados do Kansas, Nebraska, Dakota, Wyoming e Montana, estabelecia-se uma só técnica de criação de gado, através o cruzamento de raças, as pradarias do Kansas transformaram-se, por pequenas agriculturas diversificadas. Em 1886 quase não se falava mais em Bovinos Longhorns do Texas, e Dodge City estava transformada numa cidade de agricultores. As rumorosas ruas com seus saloons e salões de danças, tinham se tornado ultrapassadas, antes mesmo que o último cowboy deixou aquele local.  
 
Doffunies – Termo usado pelos cowboys para indicar as “Tralhas” que portavam consigo em saco ou no cobertor/leito enrolado, para dormir. 
 
Dogie – Originalmente era chamado um novilho sem a sua mãe, mais tarde para os bois brincalhões que continuadamente saiam de seus grupos e eram reconduzidos pelos cowboys a chicotadas e gritavam: “Venham aqui, pequenos dogies!”. O termo era derivado do Mexicano: “Dogal” (Pequena Corda). Com essa corda era amarrado o novilho, enquanto tirava-se o leite da mãe.
 
Dog soldiers – Os caçadores de peles Franceses, que pela primeira vez entraram em contato com os Cheyennes, chamaram essa tribo indígena de “Chiennes” (Francês: Chien = Cão), por causa do hábito deles comerem seus próprios cães. Os primeiros caçadores Ingleses traduziram esse termo Francês simplesmente para: “Dog-Soldiers” (Soldados-Cão). 
 
Donald McKay – Foi um explorador índio que combateu ao lado dos Federais na guerra contra os Modocs. Pertencia a tribo Warm Springs. O primeiro Destacamento de tropas enviado contra os Madocs, em dezembro de 1872, com a dificuldade representada pela região, cujas rochas pontiagudas, cortavam as botas dos soldados, foi um fracasso. Em 11 de abril de 1873 o general Canby conseguiu marcar um encontro com o Captain Jack, para tratarem a paz.
 
Dorminhoco – Novilho ainda não marcado a fogo, no qual um ladrão de gado colocava a sua marca na orelha, na esperança que os cowboys do Round Up não o marcassem mais. O ladrão retornava depois para marcá-lo com a própria marca, uma ação que se chamava “Sleepering”.
 
Dorso de porco – 1 - “Hog Back”. Expressão para colina estreita, que se estendia diante das montanhas. 2 – Denominação para um cavalo com o dorso corcunda.  
 
Double Action – Propriedade de um revólver, para a qual no acionamento do gatilho, o mecanismo de retração puxa o cão e move o tambor. Seu oposto: o “Single Action”, o cão deve ser puxado pelo dedo antes que se possa atirar. O princípio da Double Action era já usado por volta de 1840, por poucos modelos de revólveres Europeus a percussão, mas tornou-se popular somente em 1878, através da versão “Lightning” do Colt. Daí ele tornou-se o princípio básico para cada revólver. 
 
Douglas A. Stephen – Democrático. Suas opiniões sobre a escravidão divergiam, daquelas de Lincoln. Passaram à História Americana, os debates calorosos entre os dois, rivais, para ocuparem uma cadeira no senado em 1858.   
 
Drag – A fila de uma boiada, onde, por causa do “amassar-se” dos animais mais fracos, levantava durante o caminho, a maior quantidade de poeira. Era, portanto particularmente pesada e desagradável também a incumbência do cowboy no fim da fila e do “Drag Man”.
 
Drift – Termo com o qual, se aludia à instintiva mudança de uma boiada de um lugar para outro, ou para escapar ao vento ou tempestade, ou para encontrar novos pastos. As cercas que eram erguidas a sudoeste, ou seja, na direção do vento durante as tempestades vindas do nordeste; serviam para impedir tais mudanças das boiadas e equipamentos, pois os bovinos não iam jamais contra o vento.   
 
Dry gulch – Assaltar e matar alguém, durante uma emboscada.
 
Drugstore – A particularidade desse negócio comercial, tipicamente Americano, consistia na variedade das mercadorias colocadas à venda: de remédios a especiarias, de comida rápida ao cigarro. Além de tudo num Drugstore respeitável, não poderia faltar à famosa “Soda Fountain”. O distribuidor automático de água de soda. Ela foi uma ideia de certo John Matthews que a inventou em 1823. A água de soda tornou-se a típica bebida Americana, não alcoólica. “O mérito principal da soda-water, que a fez a nossa bebida Nacional, é a sua Democracia. O milionário pode beber champagne, enquanto que o “pobre coitado” bebe cerveja, mas todos os dois bebem a soda-water”. Escreveu um sociólogo. O Drugstore, especialmente em pequenos centros, tornou-se também um local de reuniões de todos aqueles que não amavam freqüentar os menos tranqüilos “Saloons”.  
 
Dude – Indicação originária para indicar qualquer “Janota”, que chegava ao Oeste exagerando em seus trajes de cowboy. Hoje o significado do termo é outro e refere-se exclusivamente, a um “Hóspede que passa suas férias no Ranch”. Esses Ranchs do tipo “Dude” são para exclusivamente turistas que durante a estação, “Vivem no Velho Oeste” e são guiados por cowboys durões, chamados “Roughneck”. Uma turista casada é chamada de “Dudeen”, uma jovem solteira é uma “Dudette”. Existem também para os turistas os cavalos “Dude”; dóceis e pacientes. O diretor de um desses Ranchs é chamado pretensiosamente de “Dude Wrangler”.
 
Duffield – George C. Comerciante de bovinos do Iowa. Em 1 de abril de 1866 levou uma das maiores boiadas de gado Longhorns do Texas, para o norte com a intenção de realizar o maior negócio da sua vida. Atravessou o Big Muddy River e tomou um banho quente em Nebraska City, sua boiada que na partida contava com 3.000 animais, chegou com 298 cabeças, por causa de dispersões, chuvas, temporais e tempestades. Escreveu em seu diário: “Nunca mais tentarei isso novamente”. Esse diário foi publicado em “The Annals of Iowa”, em 1924, descrevia tudo por ele provado e pertence hoje um dos testemunhos mais clássicos e objetivos da sua época. 
 
Duffle-sack – Indicava para o cowboy, exatamente o que significava para cada marinheiro, o seu saco de estopa: era colocado nele, todas as poucas coisas que um homem possuia.  
Dugout – (Canoa). Aquele modo de sistemar a própria habitação na pradaria nua, obtida escavando simplesmente no solo e recobrindo o escavado com torrões de capim. Geralmente e Ra o mais prático, construía-se um similar “Dugout” aos pés de uma colina e fechava-se a abertura anterior com tijolos cozidos ao sol (adobe). Essas habitações primitivas representavam quase sempre o núcleo de um futuro Ranch. Mas também eram construídos nos grandes Ranchs já delimitados por cercas e por homens a cavalos, quando o escritório central ficava muito distante. Nas regiões ameaçadas por ciclones, como o Kansas, os colonos construíam seus “Dugouts” também como refúgio de emergência.  
 
Dull Knife – Foi um grande cacique dos Cheyennes do norte. Tornou-se famoso em 1868 quando foi autorizado a assinar o tratado do Fort Laramie. Depois da batalha de Little Big Horn, na qual os Cheyennes participaram juntamente com as tribos dos Dakotas; os Americanos atacaram o território de Dull Knife, destruindo 163 tendas e capturaram 500 poneys. Os índios entregaram-se e foram conduzidos para uma Reserva em Oklahoma, onde deveriam viver em péssimas condições. Dull Knife e seus guerreiros escaparam e iniciaram uma fuga que deixou a todos admirados. Um pequeno grupo de mulheres, crianças e velhos, escoltados por guerreiros, atravessou o Kansas, mantendo-se afastado das tropas inimigas. Após superarem as dificuldades mais incríveis, os Cheynnes foram presos e transladados para o Fort Robinson, Nebraska, onde, escondendo suas armas, tentaram a última rebelião. Numa noite muito fria em 8 de janeiro de 1879, essa gente extenuada, foi abatida por soldados. Alguns conseguiram escapar, entre eles Dull Knife que, chegando a Black Hills, obtive justiça para os sobreviventes. Dull Knife morreu em 1883 e foi sepultado sobre uma colina no vale do Rosebud River. Por toda sua vida, nunca deixou de combater pela liberdade do seu tão sofrido povo.
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Atualizado em: Sex 22 Set 2017
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