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Divisão de Ensino Soldados que sonhavam ser pará-quedistas PART: 13

13
O ultimo Ataque
No inicio de fevereiro faria três meses que estávamos naquele vale depois de muitos ataques sofridos e baixas os pára-quedistas juntamente com as tropas aliadas russa já haviam tomado 80% de todo o vale de Qadisha, o serviço de inteligência e o QG preparavam uma operação de ataque com as tropas russas em conjunto com os pára-quedistas depois de duas semanas no vilarejo numa manha de sábado coronel Fontelli informou Adail sobre a operação que estava sendo preparado ele ficou muito furioso. Ele não conseguia acreditar que depois de tudo que eles haviam passado depois dos ataques sofridos e feitos e a grande falta de equipamento que era ignorado pelo serviço de inteligência e pelo serviço de suplementos, o comando do QG iria mandar todos os pára-quedistas do 26º e da 1ºCIA para uma operação de ataque mesmo sabendo das dificuldades e da grande falta de munição das duas companhias.
A operação de ataque fazia parte de uma ofensiva geral para expulsar de vez os terroristas do vale de Qadisha e fazer as tropas aliadas que estavam em Qadisha avançarem para o leste fazendo com que os terroristas fossem cercados com as tropas americanas que viram do norte e as tropas francesas que viriam do sul, tendo como uma única alternativa o recuo total para o oeste sem ter uma opção de contra ataque a qualquer lado pelos aliados no inicio da semana seguinte os terroristas estavam retirando suas tropas as movendo para o leste juntamente com os seus tanques e canhões de artilharia todos esperava que eles fizessem um ataque de avanço após reunir todas as tropas ou que eles estariam formando um cerco para manter a posição e interromper qualquer avanço por parte dos aliados, quando todos os regimentos da 1ºCIA e do 26º foram informados sobre a operação de ataque a idéia de participar de uma operação de ataque frontal em um campo totalmente coberto de neve, com pouca munição e sem equipamento apropriado para camuflagem para todos os combatentes não parecia uma boa idéia alguns ficaram bastante irritados em saber que seriam empregados em uma operação de ataque frontal. O serviço de inteligência precisava de tropas para fazer um ataque de retaliação total sem deixar buracos entres as linhas de combate os pára-quedistas estavam sendo empregado justamente para tapar esses buracos e fazer com que a operação fosse um sucesso, depois da queda de Evandro o regimento da divisão de ensino foi posta em uma posição para a formação de um cerco de defesa no lado sul da vila após a formação da posição no dia seguinte os terroristas fizeram um ataque com os tanques encima de toda a posição da divisão de ensino.
Mas foram rechaçados pois o esquadrão de morteiros haviam utilizados os canhões de artilharia encontrado na vila para repreender o ataque dos terroristas, os terroristas não conseguiram causar grandes baixas e estragos no regimento por conta do contra ataque feito pelo esquadrão de morteiros com o auxilio dos canhões que os terroristas haviam deixado para trás a divisão de ensino havia organizado rapidamente um contra-ataque muito bem sucedido, após o final do contra-ataque que obrigou os terroristas a recuarem toda as posições da vila foram alertadas no mesmo dia o frio voltou novamente a temperatura chegava a quase 20 graus abaixo de zero mesmo com esse frio todo as instruções e treinamentos para a operação de ataque continuaram sem interrupção. O frio colocava os pára-quedistas em péssimas condições a neve caia intensamente à noite o campo de visão era bastante prejudicada pelo nevoeiro e pela neve que caia fortemente, por conta das fortes nevascas a operação havia sido adiada e os suprimentos eram difíceis de ser entregue em todas as posições da 1ºCIA e do 26º muitas das vezes os suprimentos eram entregues tudo num lugar só e depois o regimento ou o esquadrão tinham que distribuir para os demais ao longo do vilarejo isso fazia com que em muitos lugares o suprimento não era entregue o que não era entregue o regimento se apossava do suprimento e distribuía igualmente entre os esquadrões, o resultado dessa posse fazia que alguns regimentos e até mesmo uma companhia inteira ficar sem comida e sem cobertores.
Apesar de todas as dificuldades que tínhamos continuávamos intensamente com os treinamentos e exercícios a cada dia ficava mais difícil andar dentro do vilarejo, isso fez com que pensássemos em alguma estratégia para o dia do ataque a dificuldade de locomoção dentro do terreno faria todos nós sermos alvos fáceis para os atiradores e as metralhadoras os terroristas estavam em uma parte alta do vale algumas propriedades dentro do bosque servia de posição para os atiradores e as metralhadoras chegar até eles não seria fácil com a dificuldade do terreno causado pela neve a dificuldade aumentava ainda mais e poderia causar grandes baixas na companhia à grande quantidade de neve era um ótimo esconderijo para atiradores camuflados e as metralhadoras enrtricheradas, as arvores juntamente com a neve poderia ocultar tanques e ate canhões dos terroristas.
No final de semana seguinte o coronel Fontelli disse que Adail lideraria o ataque da 1ºCIA, a compania devia partir nas primeiras horas da manhã entre 5 e 6 horas da terça feira deslocando-se para o lado leste do bosque e ocupar todo o bosque e formar um cerco e estabelecer uma posição ate a chegada dos russos ou dos franceses, todos do 26º e da 1º CIA ainda haviam se acostumado e nem gostado da idéia de estar em mais um combate nenhuma das duas companhias ainda não havia recebido suplementos nem munição o suficiente para fazer um ataque.
Adail passou quase a noite toda estudando os mapas e as imagens do local onde seria feito o ataque ele notou que havia um pequeno morro e um terraço na encosta próximo ao vilarejo que se estendia por todo lado leste ate o bosque, ele achou que se pudessem fazer todos avançarem por ali ate entrar no bosque todos os combatentes teriam uma proteção maior. O dia do ataque chegou á hora de partida em direção ao objetivo foi ordenado pelo Adail foi de 5 horas e 45minutos, nenhum pára-quedista estava disposto a entram em combate mais era preciso nenhum de nós nunca havia desrespeitado uma ordem mesmo sendo uma ordem muito indesejada por todos nós na hora em que estávamos se preparando para partir até a nossa partida não estava nevando mais o frio era muito grande era de congelar os ossos mesmo com casacos grossos e luvas o frio ainda mostrava sua presença.
Partimos exatamente ás 05 horas e 45 minutos ainda estava bastante escuro Adail ordenou que a companhia toda fizesse uma fila indiana única para que a companhia atravessasse rapidamente toda a neve em um único movimento quando a 1ºCIA alcançou o bosque alguns disparos de metralhadoras foram feitos pelos terroristas, rapidamente Adail ordenou que a companhia se separasse por regimento e não abrissem fogo para que não fosse revelado corretamente a nossa posição os terroristas estavam disparando bem longe da nossa posição todos nós pensamos que talvez eles poderiam estar disparando contra o 26º isso poderia ser usado como distração, enquanto os terroristas estavam disparando e focando atenção no 26º a 1ºCia poderia avançar sem problemas e sem chamar a atenção a companhia toda voltou a avançar sob ordem do Adail só que dessa vez em passos mais lentos e devagar para que não atraísse os terroristas e nem os disparos das metralhadoras, após andar quase um quilometro foi possível ouvir barulho de motores de tanques o dia estava quase amanhecendo mais por conta da neblina que se encontrava era impossível dizer se era tanque dos terrorista recuando ou avançando sobre nossa posição, ou se era tanques russos chegando avançando entre as linhas.
Conforme o dia ia amanhecendo o frio ia aumentando havíamos suado muito enquanto parávamos mesmo que fosse por alguns minutos começávamos a tremer de frio por conta de roupa começar a congelar conforme íamos avançando sem encontrar nenhuma resistência por parte dos terroristas ficavam ainda mais apreensivos, pois não tínhamos idéia do que iríamos encontrar pela frente um pouco antes das 06h e 30min toda a companhia chegou a um vilarejo que estava parcialmente destruído havia alguns corpos que estavam congelados e tanques fora de T-90 russo que estava fora de combate dois meses antes da 1ºCIA e do 26º entrarem no vale de Qadisha os aliados tentaram fazer uma operação de varredura em todo o vale expulsando todos os terroristas, a resistência dos terroristas foram maior do que esperado após o ataque dos aliados os terroristas fizeram um avanço maciço pra cima dos aliados fazendo que todos recuassem.
Após esperarem a tensa neblina abaixar toda a companhia avançou sobre o vilarejo todo o avanço foi rápido Adail organizou cautelosamente todo o avanço ele separou a companhia mais uma vez por regimento e ordenou que cada regimento entrasse por um lado do vilarejo, passado nem cinco minutos que estávamos ali os russos mandaram uma mensagem pelo radio de para todos os esquadrões de comunicações da companhia eles avisaram que estariam avançando sobre o vilarejo pela esquerda, após receber a mensagem todos nós ficamos mais aliviados e ansiosos pela chegada dos russos todos nós inclusive alguns substitutos dominávamos o idioma russo eles não demoraram muito a chegar e logo pode se ver os tanques T-90 e T-72 M1 Adail estabeleceu contato com eles juntamente com os comandantes de regimento de toda a companhia. Depois disso foi organizando uma operação rápida de varredura com o apoio dos blindados russo após todos passarem por vários edifícios e casas algumas delas destruídas não encontraram nada alem de corpos congelados, um pouco antes das 13h todos os aliados haviam alcançado o objetivo durante toda a operação não houve nenhuma resistência por parte dos terroristas todo o vale de Qadisha incluindo os vilarejos que a rodeava havia sido tomada todos nós achávamos com convicção que essa seria nossa ultima campanha no vale de Qadisha mais não foi ás 14h o 26º solicitou ajuda dos aliados pelo radio eles haviam encontrado uma resistência muito grande em um vilarejo um pouco mais ao norte da posição da 1ºCIA rapidamente após o comunicado todos nós partimos em direção a eles juntamente com alguns tanques T-72 M1.
A localização do vilarejo onde estava o 26º estava ficava ao norte bem próximo a uma rodovia e um pouco mais ao fundo a sua direita era possível ver uma colina a 1ºCIA estava bem distribuída entre os regimentos, com a nossa chegada os terroristas fizeram um ataque com a artilharia e com as metralhadoras nós conseguimos avançar rapidamente os tanques tiveram uma grande dificuldade para conseguir avançar, quando entramos no vilarejo os terroristas começaram a bombardear nossa posição que fez muito de nós entre os regimentos se separasse com o bombardeio muito de nós entramos em casas, mergulhamos de cabeça por janelas abertas e até em alguns galpões abertos. Hartmman entrou em um galpão que estava com a porta encostada após entrar ele viu uma bandeira da Al-qaedae um terrorista atrás de uma mesa falando no radio o terrorista estava desarmado que possibilitou que Hartmman o fizesse prisioneiro ele não falava árabe o terrorista falou algo que ele não entendeu logo após dizer as palavras ele abriu o casaco e estava com o corpo todo amarrado com dinamites e granadas, antes mesmo que o terrorista acionasse o detonador Hartmman saiu correndo antes de ele chegar próxima a saída do galpão o terrorista explodiu fazendo um grande estrago no galpão e nos rádios que estavam ali Hartmman foi atingindo por alguns estilhaços mais nada de tão grave que o fizesse ir para o posto medico e o tirasse de combate.
Depois que chegamos junto com os tanques russos os terroristas recuaram rapidamente a evacuação rápida dos terroristas se deu ao reforço que a 1ºCIA e os tanques T-72 M1 dos russos a valiosa presença do 26º também foi muito importante borá eles também estavam com a munição escassa o que impossibilitou que eles mesmo fizessem todo o trabalho todos eles foram bastante fundamentais pois os terroristas não esperava nossa chegada assim o 26º foi usado como alvo principal enquanto chegávamos por trás e reforçasse toda a linha do 26º. Os pára-quedistas haviam atravessado quatro meses sob más condições piores que os terroristas que tinha suprimentos para combater e equipamentos e roupas para o frio do inverno durante um bom tempo estávamos cercados apenas contendo o avanço dos terroristas sem poder fazer operações de avanço para conter os terroristas não recebíamos suprimentos durante um tempo e quando recebíamos não era suficiente para todos nós e nem o necessário para o combate, o vale de Qadisha coloco a prova a nossa coragem todos nós estávamos mal providos de roupas e equipamentos e muito precário de armas e alimentação mesmo assim todos nós estando mal providos de armamento e equipamento combatemos de igual para igual os terroristas que estavam bem equipados e agasalhados e estavam muito mais preparados que todos os pára-quedistas do 26º e da 1ºCIA.
Todos os combates foi um teste de resistência e de força onde os terroristas mostravam e davam o seu melhor e nós fazíamos o mesmo os terroristas sempre tinha a vantagem do terreno e da preparação a seu favor os pára-quedistas só tinham a determinação e a coragem ao lado deles não só resistiram como foram superiores aos terroristas esse épico confronto e o que se pode chamar de Davi VS Golias, após a derrota dos pára-quedistas e alguns documentos e prisioneiros feitos o serviço de inteligência e o QG descobriram que as tropas dos terroristas que estavam avançando sobre o vale eram tropas da Al-qaedaa todo o momento os pára-quedistas estavam combatendo tropas terroristas da Al-qaedae se saíram vitoriosos esse feito elevou a moral dos combatentes da 1ºCIA e do 26º entre os aliados esse combate e a vitoria ficou marcado pelo trabalho de equipe e toda a coordenação que nós tínhamos a confiança e nosso companheirismo foram peças chaves para essa vitoria as tropas aliadas e os terroristas haviam aprendido que quantidade não é qualidade. A superioridade dos pára-quedistas frente às tropas da Al-qaeda também se deve aos treinamentos e instruções que todos haviam recebido antes de estar em combate a experiência em combate também foi uma peça chave, os feitos dos pára-quedistas em Qadisha ficaram bem mais marcado e se tornaram um mito entre os aliados e os libaneses do que os feitos no estado de Beirut a 1ºCIA e o 26º foram as companhias mais famosas entre todas as divisões aliadas os libaneses chamavam os pára-quedistas brasileiros de anjos tropicais, desde então todos os pára-quedistas passaram a usar a bandeira do Brasil no ombro direito e o símbolo da asa de prata no peito com muito mais orgulho do que antes.
A 1ºCIA e o 26º estabeleceram um posto de comando no mesmo local dentro de um edifício grande que ficava no meio do vilarejo era a primeira vez desde que saímos de Beirut que o posto de comando ficava num edifício, a noite alguns moradores que ainda ficaram no vilarejo apesar do combate eles preferiram ficar eles estavam preparados um banquete para todos os combatentes depois de quatro meses de combate sob péssimas condições todos nós podemos comer e tomar chá e café tranquilamente os bolos e alguns doces que foram preparados pelos libaneses pareciam um jantar de primeira linha saboreamos tudo com muito prazer uma coisa que os libaneses sabiam fazer bem era cozinhar e todos nós havíamos descoberto isso.
Depois de três dias no vilarejo a 1ºCIA e o 26º foram rendidas pela 35ºCIA do corpo de fuzileiros navais brasileiro e a 36º divisão blindada francesa os pára-quedistas embarcaram nos caminhões que os levariam até Ghazzah, os caminhões passaram pelas rodovias e estradas onde todos eles haviam combatido e controlado durante quatro meses era segunda vez que alguns de nós estávamos vendo aquelas estradas principalmente a de entrada no vale a primeira vez foi quando todos avistaram fuzileiros navais saído dela e fugindo as pressas após terem recebido um duro ataque dos terroristas a segunda vez estava sendo quando estávamos de partida, alguns combatentes desejaram e prometeram nunca mais voltar ali Qadisha ficaria para sempre na lembrança de todos dali por diante sempre que algum deles passasse por alguma dificuldade eles lembrariam que já enfrentaram coisas pior e por muito mais tempo.
As baixas no 26º e na 1ºCIA foram grandes não era possível chegar a números exatos e corretos nas baixas que tiveram durante toda batalha no vale de Qadisha todos que sobreviveram se saíram de lá bem mais unidos do que quando entraram no vale a batalha de Qadisha serviu para unir todos nós e colocar a prova o companheirismo alguns de nós éramos homens da AMAN e de Sochi que apenas se alistaram no exercito pelo alistamento obrigatório e foram voluntários a serem pára-quedistas por conta do adicional no salário e agora estavam provando o gosto de se estar em guerra, Evanildo estava se mostrando ser um bom comandante e dava o seu melhor todos do regimento o elogiava pelo trabalho desde da Adail todos os graduados diziam que não haviam tido um bom comandante os que passaram pela AMAN, 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista e Sochi haviam passado pela era Torres depois Adail onde todos afirmavam que o regimento teve seu ápice agora com Evanildo o regimento estava retornando a seu ápice.   
A viagem até Ghazzah foi bastante longa de todas a s viagens que fizemos desde que saltamos em Beirut apesar do desconforto que tínhamos dentro do caminhão e do aperto aquela foi a viagem mais confortante que todos nós já tivemos até então, alguns de nós fazia piadas caçoava de fatos que haviam acontecido quando estavam na trincheira ou em combate no vale a compania não era mais a mesma mais apesar de todos os problemas que tivemos e enfrentamos todos nós permanecemos muito mais unidos e os substitutos em sua maioria haviam morrido em Qadisha os que sobreviveram amadureceram rapidamente eles haviam aprendido da forma mais bruta o possível o que é matar ou morrer para sobreviver.
Todos os pára-quedistas do 26º e da 1ºCIA inclusive aqueles que morreram em combate receberam uma menção honrosa do presidente do Brasil.
Todos os pára-quedistas que sobreviveram foram condecorados com a medalha de campanha de Qadisha e a medalha Osório – o legendário.
Os que morreram em combate no vale de Qadisha foram condecorados com a medalha de sangue do Brasil. 
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Atualizado em: Seg 13 Nov 2017
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