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A Farta Mesa dos Intelectuais

Não sou político, não sou intelectual, sou meio povo. Na minha inteira vida só votei 3 ou 4 vezes.  Depois de anos trabalhando numa Câmara Municipal, senti que todo e qualquer político tem fome do dinheiro e do poder. A maioria, de uma maneira ou de outra, ou está pensando em sua reeleição ou achincado por algum viés de dinheiro nosso.
Não sou contra a saída  da dra. Dilma, nem a favor de sua permanência, Não sou PT  não sou ou pertenço a qualquer sigla partidária. Poderia ser PT. Poderia ser dra. Dilma. Não estou interessado em siglas ou nebulosas teses.
Sou a favor de salvar o Brasil. Temos milhares de desempregados, as lojas comerciais estão fechando, fábricam encerram suas atividades. Nada mais funciona. Perdi meu emprego, luto ainda com o pouco que tenho, trabalhando dia e noite para ter, na vida, alguma coisa para me sobreviver.
Consegui, por sorte vender meu velho carro e manter um apartamento. Agora sinto que as coisas pioram. O atual governo já não governa. Só quer ser manter no poder.  Na minha mesa onde tinha sempre 7 pães, esmiuçou-se para 4.  O Brasil parou. Ninguém produz, ninguém compra.
Mas o governo que é da dra. Dilma, igual seria a do Fernando Henrique, do Aécio Alves, de Floriano Peixoto, ou até de Pedro Álves Cabral.
Seriam quase todos mais ou menos iguais.
O que pranto é ver gente comendo lixo, meninas se prostituindo,gente morrendo porque não hospitais e centenas roubando, como se isso levasse a alguma coisa.
Ninguém moraliza nossa economia e por isso padecemos. Que fique a dra. Dilma, porque se ela sair outro vai continuar a mesma coisa.
A não ser que aconteça um milagre, estamos fadados a passar fome. E a fome todo mundo sabe como acaba a história.
É só  nossos intelectuais lerem alguma coisa de como surgem as grandes rebeliões.
Fico surpreso ao ler que os intelectuais apoiam a dra. Dilma.
De onde eles tiram dinheiro para sobreviver ? Porque andam tão bem vestidos ? Porque tem carros da moda, mulheres da moda. Discutem teses e mais teses inúteis e grandiosas que não levam a nada. Porque eles tem casa para morar, gastam desmedidos em jantares suntuosos e bares regados a uísque importados? Acordam ao meio-dia e tem suntuosas mesas de café. Uma coisa é o intelectual com o bolso cheio de dinheiro, outra coisa é ver a fome aumentar e as pessoas morrerem  nos corredores dos hospitais.
Quando estudava na faculdade, um mestre em filosofia me dise  : " antes de tomar partido de uma coisa, analise profundamente os dois lados da questão, e a solução vira naturalmente".
Esse intelectuais que estão listados abaixo, acho que nunca mediram as questões. Mas a sensação que fica é que o dinheiro nasce milagrosamente nos bolsos deles. Não há mediação, contra-ponto ou análise profunda de teses. Todos eles, ao que me parece, tomaram uma decisão -  todo  conhecimento e intelectualismo é baseado na fartura dinheiro que recebem de bônus de algum rei mágico.
Mas não vejo esses inlectuais aprantando a mãe de um menino que é morto por uma bala perdida. Nunca vi eses intectuais lutando pelos pobres ou alimentando palavras de carinho a quem é é vítima diariamente da fúria de nossa vida que mata crianças e inocentes.
Nunca vi um intelectual lá.
E chegamos a pergunta final: de onde vem tanto dinheiro? Todos sabem a resposta. 
  
“Carta ao Brasil
Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.
Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos. A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.
Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.
8 de dezembro de 2015
Afonso Borges, produtor cultural Altamiro Borges, jornalista André Klotzel, cineasta André Iki Siqueira, escritor e documentarista André Vainer, arquiteto Anibal Massaini, produtor de cinema Antônio Grassi, ator Antônio Pitanga, ator Antonio Prata, escritor Arrigo Barnabé, compositor Audálio Dantas, jornalista e escritor Bete Mendes, atriz Beto Rodrigues, cineasta Betty Faria, atriz Camila Pitanga, atriz Carolina Benevides, produtora de cinema César Callegari, sociólogo Chico Buarque, compositor, cantor, escritor Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia Cláudio Kahns, cineasta Clélia Bessa, produtora de cinema Conceição Lemes, jornalista Dacio Malta, jornalista Daniela Thomas, cineasta Dira Paes, atriz Eduardo Lurnel, produtor cultural Eliane Caffé, cineasta Emir Sader, sociólogo Eric Nepomuceno, escritor Felipe Nepomuceno, documentarista Fernando Morais, jornalista e escritor Francisco (Ícaro Martins), cineasta Gabriel Priolli,jornalista Galeno Amorim, jornalista Giba Assis Brasil, cineasta Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária Hildegard Angel, jornalista Ingra Liberato, atriz Isa Grinspum Ferraz, cineasta Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog Izaías Almada, escritor João Paulo Soares, jornalista José de Abreu, ator Jose Joffily, cineasta José Miguel Wisnik, músico José Paulo Moutinho Filho, advogado Jose Roberto Torero, escritor Letícia Sabatella, atriz Lincoln Secco, professor da USP Lira Neto, escritor Lírio Ferreira cineasta Lucas Figueiredo, jornalista e escritor Lucy Barreto, produtora de cinema Luís Fernando Emediato, editor Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto Marcelo Santiago, cineasta Marcos Altberg, cineasta Marema Valadão, poeta Maria Rita Kehl, psicanalista Marília Alvim, cineasta Marina Maluf, historiadora Marta Alencar Carvana, produtora Martha Vianna, ceramista Maurice Capovila, cineasta Miguel Faria, cineasta Murilo Salles, cineasta Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos Paula Barreto, produtora de cinema Paulo Betti, ator Paulo Cesar Caju, jornalista Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos Paulo Thiago, cineasta Pedro Farkas, cineasta Renato Tapajós, cineasta Roberto Farias, cineasta Roberto Gervitz, cineasta Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural Roberto Muylaert, jornalista Romulo Marinho, produtor de cinema Rosemberg Cariri, cineasta Sebastião Velasco e Cruz, Cientista Político Sergio Muniz, cineasta Solange Farkas, curadora Tata Amaral, cineasta”
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Atualizado em: Sáb 22 Out 2016

Comentários  

#1 PauloJose 04-04-2016 20:06
PARABÉNS MUITO OBJETIVO. UM PENA QUE POUCOS LERAM.
MAS CONTINUE
ABRAÇOS.

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