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Resiliência

Estar lá
No fundo
Profundo
Do poço
Sem luz
A que a dor
Me reduz
Amarga
Minh' alma
Insana
Reclama
É a cruz
Estar lá 
Onde a fé?
A vida
É agora
A última gota
Do último pote
Do último lote
Esvaída
Espremida
No último muro
Do último beco
Escuro
Sem saída
Não
Não me entrego
Estou viva
Sou barco à deriva
Que encontra
Inda um cais
Mais forte
Que a morte
Sou ave de fibra
Sou fênix
Sou vida
Mil vezes morri
E na poeira
Nas cinzas
Meus pedaços
Extintos
Mil vezes
Busquei
E colei
Levantei
Respirei
Bati asas
E voei
E voei
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Atualizado em: Seg 5 Out 2020

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