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Ilumine-me

O erro foi meu, admito. Por não ter notado que você me ofereceu algo grande, mas sem significado. “Eu te darei a Lua”, disse-me. Naquele momento, eu só queria você. “Então dê-me agora”, exigi. Bom, você me deu. Mas ela não brilha tanto sozinha, sem o Sol para iluminá-la. Passei noites solitárias, com aquela Lua dentro de mim. Ela não brilhava. Privei-a de sua vida, quando na verdade a invejava por sermos semelhantes e ela ter mais sorte. Porque o Sol não a deixaria. Eu fui deixada. Eu era uma lua, sem brilho algum, e então você me iluminou, tornou-me bela, mas desapareceu. Mesmo quando teus raios me alcançam, não sou capaz de irradiar beleza. Então eu entendi: devolvi a Lua ao céu. Afinal, você não está aqui para iluminar minhas noites de profunda escuridão. E ao que parece, terei que contentar-me com uma estrela: pequena, mas não me deixará no escuro.

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Atualizado em: Ter 1 Fev 2011

Comentários  

#2 Nelson_de_Medeiros 13-02-2011 16:44
Legal, mas acho que ninguém precisa de um sol, assim a lua, para brilhar. Vc brilhou aqui sem qualquer sol para iluminar seu poema.Vc o iluminou. Certo?
1 abr.
#1 tania_martins 06-02-2011 17:54
Humm....gostei da prosa. Parabéns!
Abraços.

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